Resultados da pesquisa por “gucci elle brasil ” – Moda Brasil https://modabrasil.webbfinanceiro.com A moda, só que diferente Fri, 20 Mar 2026 21:07:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://images.elle.com.br/2023/03/win8-tile-icon-150x150.webp Resultados da pesquisa por “gucci elle brasil ” – Moda Brasil https://modabrasil.webbfinanceiro.com 32 32 VOLUME 15 DA Moda Brasil BRASIL É UMA ODE À MODA E À EMOÇÃO https://modabrasil.webbfinanceiro.com/moda/volume-15-da-elle-brasil-e-uma-ode-a-moda-e-a-emocao Mon, 25 Mar 2024 11:30:30 +0000 https://modabrasil.webbfinanceiro.com/?p=81359 A primeira edição impressa da Moda Brasil de 2024 acaba de ser lançada (25.03) e chega chegando tipo oásis pra quem ama moda – e não dispensa altas doses de emoção, porque a gente (e Galliano) sabe : moda é bem mais do que roupas para ter no armário.

Pra começar, quatro capas emblemáticas, feitas mesmo pra colecionar. Prestes a completar 50 anos, Preta Gil volta à ativa, tal fênix, depois de superar um câncer e um casamento infeliz. Taca fogo no patriarcado a bordo de um look de Helô Rocha, porque gente é feita pra brilhar, como diz Caetano Veloso, que também ganha outra capa histórica, ao lado de Maria Bethânia. Dois dos maiores patrimônios da música brasileira, eles voltam aos palcos, juntos, depois de 60 anos do primeiro encontro e, para nossa sorte, antes dão uma canjinha aqui na Moda Brasil e uma entrevista exclusiva à editora de cultura, Bruna Bittencourt.

volume 15 Moda Brasil

Foto: Fernando Young

 

Outros talentos que desembarcam por aqui, em imagens poderosas, são as atrizes Isis Valverde e Camila Queiroz. Sem tempo a perder, Isis corre à noite pelo centro de São Paulo rumo ao sucesso internacional, em looks que mesclam noir e sci-fi. E Camila aparece multifacetada, em alta voltagem fashion – cada clique, um desejo novo, seja na roupa, seja na beleza. Além das capas e ensaios, você também confere entrevistas exclusivas com elas.

volume 15 elle brasil

Foto: Ivan Erick

Mais: um editorial de acessórios, que agrega diversão e elegância, e um de beleza, com cabelos esculturais à la obras de arte. E os incríveis 50 anos da estilista mineira, radicada em São Paulo, Gloria Coelho, a criadora de moda em atividade mais longeva do Brasil. “As clientes sempre falam que nossa roupa não é datada. Se você fizer uma exposição e não especificar de quando é cada peça, ninguém vai saber o que é novo e o que é antigo”, diz ela em entrevista ao diretor de reportagem de moda, Luigi Torre.

volume 15 elle brasil

Foto: Bob Wolfenson

Outro “movie star” da moda, Marc Jacobs, também assopra velinhas neste ano e prova, em sua última apresentação em Nova York, em comemoração aos 40 anos de estrada, que está mais desperto do que nunca. Em Marc Jacobs faz 40, a gente relembra a importância do estadunidense pra quem perdeu o bonde da primeira década dos anos 2000, época em que MJ era o topo do topo da moda.

Costuras possíveis na Moda Brasil

No volume 15 da Moda Brasil, trazemos notícias também do trabalho magnífico de John Galliano na Margiela, e do documentário sobre o estilista inglês, que chegou aos streamings neste mês – primeiro famoso a ser cancelado na internet, depois de proferir ataques antissemitas em um bar em Paris, Galliano conta tudo ao diretor escocês Kevin Macdonald.

volume 15 elle brasil

Especial acessórios Foto: Gabriel Marques

Outros destaques são a exposição Masp-Renner, que reuniu artistas e estilistas durante seis anos para dar vida a criações pensadas para o museu e que nos fazem refletir sobre o papel da indumentária na sociedade; a importância histórica do Ceará na moda nacional e sua safra atual de ótimos expoentes; e o papel das novelas na pauta de costumes do país, em texto assinado por Mauricio Stycer. “Os folhetins expuseram o machismo, rejeitaram o racismo e denunciaram a homofobia.”

O volume 15 da Moda Brasil já está à venda e, na assinatura anual Premium, com acesso às quatro edições impressas e à Moda Brasil, a revista digital da Moda Brasil, você ganha um kit com produtos da Minéraux Beauty, marca brasileira de clean beauty.

Créditos:

Capa: Preta Gil

Foto: Juliana Rocha | Edição de moda: Marcell Maia | Beleza: Silvio Giorgio (Capa MGT) | Produção executiva: Izabella Ribeiro | Tratamento de imagem: Thiago Auge. Blusa, saia, anágua e vestido (usado sobre os ombros), Helô Rocha. Escarpins, Corello.

Capa: Maria Bethânia e Caetano Veloso

Foto: Fernando Young | Styling: Gilda Midani (Bethânia) e Felipe Veloso (Caetano) | Beleza: Henrique Martins (Bethânia) | Direção de produção: Ana Basbaum e Paula Lavigne | Tratamento de imagem: Philipe Mortosa. Bethânia veste: camisa, Comme des Garçons. Calça, Gilda Midani. Joias, acervo pessoal. Caetano veste: camisa, Ricardo Almeida.

Capa: Isis Valverde

Foto: Bob Wolfenson | Edição de moda: Suyane Ynaya | Beleza: Helder Rodrigues | Produção executiva: Izabela Ribeiro | Tratamento de imagem: Bruno Rezende. Blazer e blusa, Dolce & Gabbana. Brincos, Tiffany & Co.

Capa: Camila Queiroz

Fotos: Ivan Erick | Edição de moda: Lucas Boccalão | Beleza: Silvio Giorgio (Capa MGT) | Produção executiva: Izabela Ribeiro | Tratamento de imagem: Philipe Mortosa. Top, saia e brinco (usado como anel), Gucci.

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https://images.elle.com.br/2024/03/CAPA_-620x840.jpg Preta Gil: sim pra moda, não pro patriarcado Juliana Rocha
A nova Gucci Bamboo por Moda Brasil https://modabrasil.webbfinanceiro.com/moda/elle-gucci-bamboo-1947 Mon, 21 Mar 2022 21:09:58 +0000 https://local.elle.com.br/sem-categoria/elle-gucci-bamboo-1947/ CONTEÚDO APRESENTADO POR GUCCI

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, toda a Europa passava por uma grave escassez de matéria-prima em diferentes setores de sua produção industrial e o luxo não estava fora disso. Foi nesse cenário que surgiu uma das invenções mais importantes da história da Gucci, a alça de bambu da icônica Gucci Bamboo. Em 1947, o fundador da marca Guccio Gucci decidiu aquecer o material japonês (que fica flexível em altas temperaturas) e foi assim que ele conseguiu aproveitá-lo em seus acessórios. O método, então, foi patenteado pela marca italiana que até hoje continua aplicando-o em suas criações.

Um grande hit, a bolsa Bamboo foi usada por nomes como Elizabeth Taylor e a princesa Diana. Agora, o atual Diretor Criativo da grife Alessandro Michele decidiu reinventar o clássico. Em 2022, foi introduzida a Gucci Bamboo 1947. A peça conta com três tamanhos (médio, pequeno e mini) com alças destacáveis com múltiplas possibilidades de styling. O toque surpreendente fica a cargo do couro intercambiável e das faixas Web.

Em um projeto inédito, Moda Brasil e Moda Brasil México se juntaram para uma parceria que celebra a Gucci Bamboo 1947 ao criar, cada uma em seu país, editoriais que partem do mesmo conceito. Convocamos a artista multimídia Mariana Falcão para elaborar um ensaio que se propõe a materializar a experiência estética digital. As imagens, feitas em estúdio, foram impressas no formato de lambe-lambe e coladas em pontos peculiares da cidade de Salvador, para então serem refotografadas como pano de fundo de um novo ensaio. A interpretação de nossas parceiras mexicanas, por sua vez, veio com a assinatura da também artista plástica María Rec, conhecida por suas colagens geométricas e cirúrgicas. O resultado você confere no ensaio abaixo:

Moda Brasil e Mariana Falcão:

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Artista (foto e vídeo): Mariana Falcão | Edição de moda: Marcell Maia | Beleza: Guilherme Casagrande | Modelo: Anabela Santos | Modelo: Monique Lemos | Produção de moda: Henrique Maciel | Assistente de foto e vídeo: Matheus Thierry | Assistente de beleza: Grasiela Paz | Assistente de beleza: Lucas Paim | Manicure: Rebeca Araújo | Produção executiva: Isabela de Paula | Produção local: Bruna Palma | Assistente de produção: Carolina Meirelles | Assistente de produção: Deise Cruz | Tratamento de imagem: Philipe Mortosa | Agradecimento: Wish Hotel da Bahia – @wishresorts

Moda Brasil México e María Rec:

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Fotógrafo: Khristio | Modelo: Celina del Villar | Stylist: Jessica Gutiérrez | Maquiagem: Gus Bortolotti e Isra Quiroz | Cabelo: Gerardo Maldonado | Produção: Ximena Morfín e Pedro Pablo Pérez Peniche para Moda Brasil México | Assistente de foto: Christopher Valle | Artista (colagens): María Rec | Assistente de Styling: Sara Steinberg

Conheça aqui toda a coleção Gucci Bamboo 1947.

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Moda Brasil Men chega ao Brasil https://modabrasil.webbfinanceiro.com/moda/masculino Thu, 28 Jul 2022 19:26:19 +0000 https://local.elle.com.br/sem-categoria/masculino/ Como seria uma Moda Brasil para homens? Ou melhor: como seria uma Moda Brasil feita para homens nos dias de hoje? É hora de matar essa curiosidade. A partir desta quinta-feira, 28, chega às bancas a edição especial da Moda Brasil Men Brasil, com 160 páginas inteiramente dedicadas a eles.

Não espere, porém, encontrar aquela fórmula de revistas masculinas de décadas passadas, que carregava nas tintas estereotipadas. Como descreve nosso editor de reportagem de moda, Luigi Torre, que coordenou a publicação, a Moda Brasil Men fala, acima de tudo, sobre possibilidades: “Possibilidades de entendimento de masculinidades e representações de homens para além dos moldes tradicionais aos quais somos condicionados. Para nós, era muito importante que essa edição não fosse feita dentro daquelas balizas heteronormativas das publicações masculinas dos anos 1990, 2000 e até algumas de hoje”, diz Luigi.

A Moda Brasil Men mostra a que veio já na escolha dos personagens das cinco capas dessa estreia: Dapper Dan, o pai do streetwear; Jesuíta Barbosa, astro de Pantanal</em>; o rapper Baco Exu do Blues, o cantor Jão e o ator Nicolas Prattes, novo rosto da fragrância Acqua di Gió Eau de Parfum no Brasil. Todos eles, à sua maneira, desafiam e desafiaram padrões para trilhar seu próprio caminho.

Além de estamparem as capas, Dapper, Jesuíta, Baco, Jão e Nicolas estão no recheio da revista, em bate-papos e ensaios surpreendentes. A edição traz ainda entrevistas exclusivas com o estilista Giorgio Armani e o ator Adam Sandler, análise das tendências exibidas nas últimas temporadas de desfiles masculinos e reportagens de beleza que vão além de barba, cabelo e bigode: tem também unha e skincare!

Para conferir tudo isso e muito mais, clique aqui e compre já sua edição da Moda Brasil Men.

Créditos

Capa Baco Exu do Blues

Direção criativa: Luciano Schmitz
Foto: Mar+Vin
Edição de moda: Marcell Maia
Beleza: Mika Safro
Produção de moda: Kauany Valin e Sabrina Van Haspel
Produção de arte: Anderson Rodriguez
Produção executiva: Isabela de Paula
Tratamento de imagem: Mar+Vin
Assistentes de foto: Franklin de Almeida e Renato Gonçalves
Assistente de beleza: Amara Bezerra
Assistente de arte: Carolina Cruz,
Assistentes de produção executiva: Carlos Henrique e Deise Cruz
Contrarregra: Ronaldo Junge
Camareira: Edna Mesquita

Macacão, Rafael Caetano

Capa Dapper Dan

Direção criativa: Luciano Schmitz
Foto: Tiago Chediak
Edição de moda: Suyane Ynaya
Stylist: Danie Creacy
Beleza: Mandisa Bonete Peters
Produção de moda: Amandha Gaio e Brittney King
Produção executiva: Isabela de Paula
Tratamento de imagem: Thiago Auge
Assistentes de fotografia: Andre Schneider e Renata Contins
Assistente de produção executiva: Lara Gerin

Camisa, colete e sapatos, tudo Versace. Calça, Techin New York. Boina, Daily Paper. Óculos, Gucci.

Capa Jão

Direção criativa: Luciano Schmitz
Foto: Hick Duarte
Edição de moda: Pedro Sales
Beleza: Daniel Hernandez
Produção de moda: Rogério Martinez e Luiz Freiberger
Produção de arte e cenografia: Anderson Rodriguez
Produção executiva: Isabela de Paula
Assistente de beleza: Cristian Dallé
Assistente de arte: Leandro Rezende
Assistentes de foto: Edson Luciano, Karen Macedo, Aline Lins
Assistentes de produção executiva: Carlos Henrique e Deise Cruz
Contrarregra: Ronaldo Junge
Camareira: Conceição Souza

Casaco, Prada. Colar de flores, Flower Bar.

Capa Jesuíta Barbosa

Direção criativa: Luciano Schmitz
Foto: Nicole Heiniger
Edição de moda: Lucas Boccalão
Beleza: Helder Rodrigues
Produção de moda: Thiago Torres
Coordenação de produção de moda: Diego Tofolo
Produção de arte e cenografia: Anderson Rodriguez
Produção executiva: Isabela de Paula
Tratamento de imagem: Thiago Auge
Assistentes de produção de moda: Bruna Borelli e Lucas Lima
Assistentes de foto: Fernando Lima, Ethel Braga e Victor Cohen
Assistente de beleza: Juliana Boeno
Assistente de produção de arte: Leco Rezende
Assistentes de produção executiva: Carlos Henrique e Deise Cruz
Contrarregra: Ronaldo Junge
Camareira: Rosangela Lino

Colar, Tiffany & Co.

Capa Nicolas Prattes

Foto: Edgar Azevedo
Edição de moda: Thiago Ferraz
Beleza: Jô Portalupi
Produção de moda: Gabriela Fabosa
Produção executiva: Isabela de Paula
Tratamento de imagem: Nicolas Leite
Assistentes de foto: Easy Vice e Tiago Fernando
Camisa, Louis Vuitton

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Os melhores desfiles do inverno 2024 segundo a redação da Moda Brasil https://modabrasil.webbfinanceiro.com/desfiles/os-melhores-desfiles-do-inverno-2024-segundo-a-redacao-da-elle-brasil Wed, 06 Mar 2024 22:06:09 +0000 https://modabrasil.webbfinanceiro.com/?p=78946 A redação da Moda Brasil tem uma quedinha pela Prada e isso ficou bem claro nos pódios de coleções favoritas da equipe que fez a cobertura de desfiles neste inverno 2024. Mas quem mais a gente amou? Teve quem ficou obcecado pela loucurinha contida da Loewe, pela coleção toda preta da Valentino, pela simplicidade fantástica da Undercover, pelos volumes da Comme des Garçons… Abaixo, justificamos nossas escolhas. Qual é o seu pódio?

Inverno 2024: as escolhas da redação

Undercover, inverno 2024. Foto: Getty Images

Luigi Torre, diretor de moda

Undercover 

Não é todo dia que a gente vê uma coleção dedicada a uma mulher de 40 anos, mãe solo, advogada e com um cotidiano nada glamouroso. E nem sempre tem o Wim Wenders recitando um poema que escreveu sobre ela. Além do ideal feminino real, a coleção é de uma beleza sem igual, com peças aparentemente simples, mas quase todas costuradas ou coladas umas nas outras.

Prada

Não é a coleção mais usável da Prada, mas amei como ela abordou a questão da evolução – das roupas, da gente, do mundo – a partir do acúmulo e conhecimento não só de fatos, mas de emoções e memórias. Por isso, as peças fragmentadas, dois em um.

Loewe

O inverno 2024 da Loewe fala sobre classe, aristocracia e luxo. O ponto chave é o morning suit, que já foi uniforme da alta-sociedade na época da revolução industrial. A partir daí, o Jonathan Anderson explora esses elementos da elite com objetos familiares, quase banais, virando seus significados de cabeça para baixo.

Leia mais: Paris Fashion Week: Undercover verão 2024

Inverno 2024: as escolhas da redação

Rick Owens, inverno 2024. Foto: Getty Images

Lucas Boccalão, diretor de moda

Prada

A imagem mais fresca e moderna da estação. Amo quando Miuccia segue a cartilha old school da Prada de selecionar um elemento doce e delicado como o laço e subverter sua imagem para desejo imediato.

Bottega Veneta

Na minha opinião, essa é a coleção mais madura e bem resolvida de Matthieu Blazy desde que entrou na casa. Aqui o poder da mão de obra artesanal da Bottega combina perfeitamente com a pesquisa de materiais ultra tecnológica e construções de alfaiataria incríveis.

Rick Owens

Amo a eterna evolução de Rick brincando com as silhuetas. Alongando, exagerando, criando proporções quase de cartoon para seus looks que não se parecem com nenhuma outra coisa desse mundo.

Inverno 2024: as escolhas da redação

Comme des Garçons, inverno 2024. Foto: Getty Images

Gabriel Monteiro, editor de moda

Prada, Loewe e Comme des Garçons. Nas três casas, é tudo sobre a roupa. O trabalho é no sentido de expandir o nosso olhar por meio da construção, seja reunindo modelagens inusitadas (Prada), brincando com volumes e materiais de mobília (Loewe) ou subvertendo a ideia romântica que nós temos de um laço (CDG).

Suyane Ynaya, editora de moda

JW Anderson

Quem disser que não gosta do JW, pode ter certeza que essa pessoa tem uma índole duvidosa.
Brincadeiras à parte, eu adoro a forma como ele nos faz brincar com a moda, como nos enfia no seu mundo e nos faz relembrar que moda também é sonho. Criar estruturas inimagináveis, desconstruir silhuetas esperadas… até direção de arte ele nos ensina, como faz em suas apresentações. Não tem como não amá-lo.

Simone Rocha

Quando falamos das exigências sobre corpos na moda, Simone Rocha olha de forma mais profunda para o assunto. Vejo Simone nunca deixando suas crenças distante das suas criações. Amo suas modelagens sutis, sexy mas ao mesmo tempo fofas. Ela consegue criar uma força sútil em suas criações e isso, para mim, é fantástico. Eu amo o trabalho dela e espero um dia poder vê-lo de perto.

Off-White

Já não é novidade que tenho um amor profundo por Ib Kamara, pois além dele ser um perfeito diretor criativo, é o ser mais doce desse universo. O que mais me chama atenção é como ele consegue criar links entre África e o mundo de um jeito único. O trabalho que ele está fazendo dentro da Off-White é uma prova viva, por mais diferente que a marca esteja se tornando, que ele ainda consegue carregar o legado bonito de Virgil. Falar sobre pretitude em pontos menos óbvios, criar exemplos da comunidade sem precisar dizer muito. Virgil apesar de amar hablar (não é a toa que o Ablo está no nome!), não precisava dizer quase nada, estava tudo ali fácil de se mastigar. Ib está nesse caminho, ele sempre consegue colocar pautas importantes, pessoas e histórias que precisamos saber e discutir.

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Inverno 2024: as escolhas da redação

Prada, inverno 2024. Foto: Getty Images

Giuliana Mesquita, editora-assistente

Prada

Nós sempre teremos Prada, né? Acredito que seja a melhor coleção da marca desde que Raf Simons começou a dividir a criação com Miuccia. A dicotomia entre masculino e feminino, o jeito punk de usar laços, as bolsas presas por cintões… é tudo extremamente atual, desejável e, claro, Prada.

Comme des Garçons

Eu adoro quando Rei Kawakubo trabalha com raiva. Nas notas do desfile, ela escreveu: “isso é sobre meu estado mental de agora. Eu tenho raiva contra tudo no mundo, especialmente contra eu mesma”. Os volumes, o desfile quase todo em preto, tudo faz meu coração especialmente feliz.

Dilara Findikoglu

Depois de pular uma temporada, a estilista volta com tudo em uma performance teatral e com uma pergunta na mente: como nos vestiríamos em um mundo sem patriarcado? Sensualidade e fetiche entram em cena, claro, mas de uma maneira nova. Adoro look escritório com quê punk.

Leia mais: LFW: Dilara Findikoglu inverno 2024

Inverno 2024: as escolhas da redação

Louis Vuitton, inverno 2024. Foto: Getty Images

Chantal Sordi, editora de consumo

Louis Vuitton

Celebrando 10 anos como diretor criativo da marca, Nicolas Ghesquière entregou tudo: looks incríveis, pecinhas que irão viralizar rapidamente (tipo o gorro de gatinho), cenografia absurda e uma trilha sonora estilo Daft Punk que só me deixou querendo ser uma musa do estilista. 

Prada

Em tempos bicudos, podemos contar com Miuccia e Raf Simons para dar um sopro de esperança às fashionistas. Os looks dualistas rígidos na frente e suaves atrás, num mix de alfaiataria com lingerie, são como obras de arte para vestir. Isso sem falar nas bolsas presas com uma alça extra, as melhores da temporada. 

Valentino 

Não sou a maior fã de Pierpaolo Piccioli, mas amei a escolha de fazer uma coleção inteira em preto. Alguns looks me fizeram sonhar, outros são simplesmente elegantes e atemporais, como os conjuntos de saia midi e jaqueta oversized. A locação era belíssima e a trilha sonora inteira composta de hits da Sade só deixou tudo mais emocionante. 

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Inverno 2024: as escolhas da redação

Loewe, inverno 2024. Foto: Getty Images

Lelê Santhana, repórter

Loewe

Depois de assistir à transmissão do desfile da Loewe, a cada vez que me batia com novas imagens ou vídeos da coleção, me encantava um pouco mais por ela. Embora Jonathan Anderson tenha abaixado o tom nesta temporada, as suas loucurinhas ainda estão lá, mesmo que reduzidas. O resultado são boas ideias e bons produtos em igual medida. Os longos com cintos deslocados e os florais assimétricos não vão sair da minha cabeça tão cedo.

Valentino

Fazer uma coleção monocromática não é fácil. Quando a cor escolhida é o preto, se torna ainda mais difícil, principalmente para Pierpaolo Piccioli, que é um colorista dos bons. Graças a solução de design de explorar diferentes camadas, texturas e tecidos, a coleção passa longe da repetição. As peças, aliás, são supersexys com transparências e recortes, mantendo um respeito e cuidado com o corpo feminino.

Gucci

Embora possa parecer um pouco precipitado já elencar a Gucci de Sabato de Sarno entre os meus favoritos, o estilista realmente tem me conquistado. Reconheço que ainda falta um pouco de personalidade nas coleções, mas acredito que, para ele, isso seja só uma questão de tempo. No inverno 2024, já sinto o seu pé um pouco mais firme na marca. Os argumentos da coleção são sólidos e as peças são indiscutivelmente ultradesejáveis.

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Inverno 2024: as escolhas da redação

Chanel, inverno 2024. Foto: Getty Images

Ali Santos, editora digital 

Chanel

Fazia muito tempo que eu não me empolgava tanto com um desfile da marca, que sempre amei acompanhar. Desta vez, Virginie trouxe uma coleção inspirada em Deauville, destino luxuoso de férias dos franceses. O que mais amei, além das roupas com silhuetas mais amplas, foram os acessórios e a forma como eles foram usados. O styling estava 10/10, assim como os conjuntinhos com detalhes coloridos e o vestido que fechou a apresentação.

Gucci

Sabato fez bonito e honrou a todos que não desanimaram com seu primeiro desfile no ano passado. Para esta temporada, o designer reforçou a ideia da mulher sexy e descomplicada, que sabe usar as tendências de uma forma sofisticada. Meu ponto alto foi, com certeza, as botas, o comprimento mini coordenado perfeitamente com casacos pesados e os vestidos com transparência.

Chloé

A minha persona boho chic de 2007 aplaude de pé a estreia de Chemena Kamali na Chloé, que resgatou o DNA da marca de forma poética e muito bem feita. Os vestidos fluidos e o look com a capa marrom poderiam fazer parte do meu armário agora mesmo!

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Inverno 2024: as escolhas da redação

Burberry, inverno 2024. Foto: Getty Images

Pedro Camargo, editor de beleza

Undercover

O desfile da Undercover tem a realidade como ponto de partida, mas ao final da apresentação, já estamos vivendo o sonho. E a transição de um ponto a outra é feita com maestria pelo estilista da casa. Destaque para a trilha: um poema escrito e declamado por Wim Wenders especialmente para a apresentação.

Rabanne

Na Rabanne, Dossena se inspira na maneira como pessoas verdadeiramente estilosas se vestem para criar roupas que, sozinhas, já carregam esse allure. É uma moda meio patchwork, meio bagunça, mas tudo faz sentido e parece effortless.

Burberry

A Burberry do Daniel Lee ainda não é uma unanimidade, mas eu particularmente gosto muito desse mix entre os opostos radicais que habitam o cenário britânico: o fervo da noite, da contracultura, e a tradição, a nobreza, etc. Acho que nesta temporada, os elementos desses dois mundos se equilibram na coleção do estilista para a marca. E o casting é um show a parte. Que delícia ver Agyness Deyn de novo!

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Inverno 2024: as escolhas da redação

Ann Demeulemeester, inverno 2024. Foto: Getty Images

Chames Oliveira, repórter 

Bottega Veneta

Acho que podemos racionalizar uma apresentação e gostá-la para além do desejo pessoal, mas, no fim, esta é a última qualidade que faz os nossos olhos brilharem e o coração pulsar. Eu (literalmente!) sonhei de me vestir nessa coleção! 

Ann Demeulemeester

Sei que não é unanimidade, mas a cada temporada acredito que Stefano Gallici tem encontrado suas formas de trabalhar a dualidade etérea e sombria da etiqueta. 

Chanel

Dizem que Chanel é sempre Chanel, mas acho contemporâneo o jeito que a Virginie apresenta a marca. A mistura de informações, o excesso de acessórios, as composições de styling (à primeira vista duvidáveis), tudo isso conversa muito com o jeito Gen Z de se expressar. É só olhar o TikTok! 

Leia mais: Paris Fashion Week: Chanel inverno 2024 
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https://images.elle.com.br/2024/03/desfiles-destaque-site-620x840.jpg Os favoritos da redação do inverno 2024. Fotos: Getty Images
Estes são os perfumes favoritos da redação da Moda Brasil https://modabrasil.webbfinanceiro.com/beleza/os-perfumes-favoritos-da-redacao Sat, 21 Mar 2026 13:00:55 +0000 https://modabrasil.webbfinanceiro.com/?p=188432 Poucas coisas revelam tanto sobre nós quanto uma fragrância: ela traduz identidade e imprime personalidade por onde passa. Não à toa, é comum elegermos uma (ou algumas!) como assinatura. A seguir, você confere os perfumes favoritos da redação da Moda Brasil. Spoiler: temos indicações com assinatura floral, cítrica, amadeirada ou frutada, pensadas para diferentes estilos e personalidades. Confira!

Pedro Camargo, editor de beleza

“Amo perfumes ou muito cítricos e abertos, ou muito densos e fechadões. Tanto o Eros Energy quanto o 2.10 são explosões cítricas, superotimistas, que me ajudam a dar um mood mais legal para o dia. O Ombré Leather e o 010 gosto de usar à noite: o primeiro para quando eu quero lacrar com força; o segundo, para quando eu quero uma lacrada soft.”

Eros Energy, Versace, R$ 880 (50 ml) 

perfumes

Ombre Leather, Tom Ford, R$ 2.100 (100 ml)

perfumes

Amyi 2.10, Amyi, R$ 507 (100 ml)

perfumes

010 ode, Lenvie, R$ 339 (50 ml)

perfumes

Leia também: 8 perfumes nacionais que agradam a todos os gostos – e provam a força da perfumaria brasileira

Bárbara Rossi, editora-assistente de beleza

“Memórias olfativas têm um grande impacto em mim, e o jasmim ocupa um lugar especial no meu coração. Quando senti essa fragrância da Gucci pela primeira vez, fui tomada por uma sensação nostálgica arrebatadora. Também ajuda o fato de o frasco ter essa pegada vintage que tem tudo a ver comigo. É, com certeza, o meu perfume favorito da minha coleção – que não é pequena, confesso.”

Flora Gourgeus Jasmine, Gucci, R$ 999 (100 ml)

perfumes

Chames Oliveira, repórter digital

“Tenho muita dificuldade em nomear um perfume favorito porque sou apaixonada por fragrâncias e sempre fico obcecada por algo novo. No entanto, quando o assunto é preferência, uma nota tem meu coração por completo: a rosa. Prefiro quando ela aparece de forma mais fresca e aberta, menos vintage. Neste sentido, amo o Forever and Ever, da Dior, o Little Flower, da Régime de Fleurs, e o Rosa, da Santa Maria Novella.”

Forever and Ever, Dior, R$ 949 (50 ml)

Forever and ever Dior perfume bottle

Little Flower, Régime de Fleurs, 290 dólares (75 ml)

perfumes

Rosa, Santa Maria Novella, 125 euros (100 ml)

perfumes

Ana Cardoso, editora-assistente de Moda Brasil Décor

“Eu costumo ter dois perfumes: um para dias mais quentes e úmidos e outro para dias mais frescos. O primeiro, para o calor, é o Grapefruit, da Jo Malone, que é cítrico, lembra uma tangerina amarga e tem uma nota de musgo, que combina com o clima. O outro é o Chance, da Chanel, que é versátil e com boa fixação.”

Grapefruit, Jo Malone, R$1.385 (100 ml)

perfumes

Chance, Chanel, R$ 1.310 (100 ml)

perfumes

 

Luigi Torre, diretor de reportagem de moda

“O Cannabis Patchouli tem uma combinação interessante: bergamota, folhas de cedro, incenso de sálvia, patchouli, vetiver e almíscar. Geralmente, não gosto muito de perfumes muito fortes, mas esse tem uma intensidade diferente – e me lembra de uma fase boa da minha vida, então tem essa ‘nota’ extra também.”

Cannabis Patchouli, Dries Van Noten, 285 euros (100 ml)

perfumes

Giuliana Mesquita, editora-assistente de moda

“Eu amo o Black Pepper porque, para mim, é uma fragrância muito diferente de tudo que existe por aí. Fresco e com fundo amadeirado, ele é uma delicinha! Além disso, os perfumes da marca grudam na pele por horas!”

Black Pepper, Comme des Garçon, R$ 1.260 (100 ml)

perfume

Gabriella Magalhães, gerente de projetos 

“O Mojave Ghost Absolut é marcante, mas não invade o espaço alheio: recebo elogios quando as pessoas chegam perto e me cumprimentam, mas não sinto que é algo que exala sem controle, então me sinto confortável. Seu cheiro é floral e almiscarado, com notas de ambreta, sapoti, magnólia, violeta, sândalo, almíscar, cedro e âmbar.”

Mojave Ghost Absolut, Byredo, 400 dólares (100 ml)

perfumes

Leia também: Tudo o que você precisa saber antes de comprar um perfume
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Gucci: passado, presente, futuro https://modabrasil.webbfinanceiro.com/podcast/gucci-passado-presente-futuro Mon, 23 Nov 2020 21:16:11 +0000 https://local.elle.com.br/sem-categoria/gucci-passado-presente-futuro-2/
  • Ao longo de toda a semana passada a Gucci apresentou a sua mais nova coleção por meio de um festival digital, misturando moda, série e filme: o GucciFest;
    • Próxima de completar 100 anos de história, mergulhamos na linha do tempo da Gucci, a casa italiana que ainda hoje se reinventa e reinventa boa parte do setor ao seu redor;
    • E ainda: Marina Ruy Barbosa na Arezzo&Co; o impacto do lançamento da collab entre Jil Sander e Uniqlo no Japão; spoilers da nova edição da Casa de Criadores; tudo o que você precisa saber da Moda Brasil de novembro; e muito mais!

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    Se preferir, você também pode ler este podcast:

    Durante toda a última semana a Gucci apresentou a sua mais nova coleção por meio do festival digital GucciFest, um evento que se dividiu entre moda, cinema e série para explorar novas maneiras de apresentar uma temporada ao público.

    Essa é só mais uma das várias invencionices que saem da cabeça de Alessandro Michele, diretor criativo que está há cinco anos na casa e tem colocado esse olhar esperto e fantasioso para fazer com que essa grife (que em 2021 se tornará centenária) continue a ser uma das mais importantes e lucrativas do mundo hoje.

    Por isso, nesse episódio, mergulhamos na história da Gucci que, entre hits comerciais, histórias trágicas e case de marketing não para de se reinventar e reinventar boa parte do setor ao seu redor.

    Eu sou a Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro. E você está ouvindo o Pivô, podcast que reúne as principais notícias de moda da semana comentadas pela equipe da Moda Brasil.

    Foi em maio deste ano que a marca fez o anúncio oficial: a Gucci não está mais no calendário tradicional de moda e passa a trabalhar com uma sazonalidade própria, a de duas apresentações por ano, em formatos ao sabor da criatividade de Alessandro Michele. De acordo com o diretor criativo da grife: “Nós temos um grande público. Pessoas que nunca estiveram em nossas lojas, mas que nos seguem. Não somos apenas roupas. Nós estamos apoiando também diálogos”.

    E é por isso que a semana passada viu muito mais uma tentativa de diálogo, do que a reprodução digital de uma passarela. O GucciFest, como foi chamado, exibiu curtas dirigidos por Gus Van Sant e Alessandro Michele, entre os dias 16 e 22 de novembro. Os filmes formavam uma série, a Overture Of Something That Never Ended, com participações especiais de Billie Eilish, Harry Styles e Florence Welch — reforçando aí a vontade da marca de juntar cada vez mais o universo da cultura com o da moda.

    Entre os looks, a nova coleção dividiu o styling com peças recuperadas de temporadas passadas, todas coexistindo e confirmando a vontade da Gucci, de interromper essa noção de sazonalidade tradicional na moda, de que a estação passada deve ser jogada de lado para a nova ocupar o lugar. Além disso, o GucciFest também aproveitou para divulgar o trabalho de quinze novos estilistas independentes, entre eles Stefan Cooke, Mowalola e Bianca Saunders.

    De uma maneira geral, o que ficou de toda essa história do GucciFest é a de que cada vez mais a Gucci tem desenhado um universo, uma ideia de juventude e, consequentemente, de sociedade possível. Os meninos, meninas e menines Gucci, claro, vestem as roupas vintage da grife, estranha e descoladamente amontoadas, mas também conversam e se expressam de maneiras que estão conectadas com o mundo atual e o futuro.

    No primeiro episódio, logo de início, falas do escritor e filósofo Paul B. descrevem papéis sociais dentro da realidade patriarcal e colonial na qual vivemos, e como isso afeta as noções sobre gênero e sexualidade de uma maneira condicionante. A marca dá uma cutucada dizendo que é possível sim uma “revolução do amor”, se essas caixinhas forem quebradas.

    “E como essa grife chegou até aqui?”, você deve estar se perguntando. E é por isso que a gente aproveita a deixa do festival e do fato de que a casa completa 100 anos, no ano que vem, para mergulhar em sua história. E, se quiser pausar esse episódio e fazer uma pipoca, a gente te espera porque aqui vai um novelão…

    Bem, tudo começa com o italiano Guccio Gucci, filho de artesãos que, em 1897, foi trabalhar no grande Hotel Savoy, de Londres. Porteiro, ele fica olhando as malas riquíssimas dos hóspedes passarem daqui pra lá, de lá pra cá.

    Apaixonado por esses acessórios, ele volta a sua cidade natal, Florença, determinado: em 1902, começa a trabalhar para uma fabricante de couros, a Franzi, e vai amadurecendo o sonho do negócio próprio. E ele acontece. Em 1921, a Gucci nasce, como uma fábrica de malas, que produz sobretudo artigos de luxo em couro para viagens e, depois, também, equipamentos equestres.

    Em função de sanções que a Liga das Nações fez à Itália, entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, o couro vira um material escasso no país. E é bastante em função disso que Guccio Gucci começa também a integrar ao catálogo de sua marca outros tecidos, como a malharia e a seda. Ou seja, a casa expande para o vestuário.

    É por volta dessa época também que ele inicia a produção de acessórios, como sapatos e bolsas, e introduz alguns detalhes que viram assinaturas da casa, como o monograma com o logo de G duplo e a icônica faixa de duas tiras verdes interrompida por uma vermelha ao meio, em referência às selas dos cavalos. Em 1947 surge também a hoje clássica Bamboo Bag, um twist dentro do mercado de luxo, com a inserção do bambu japonês na alça de uma bolsa, que igualmente recupera um shape de inspiração equestre.

    A partir da década de 1930, o negócio começa a ter a participação dos filhos de Guccio: Aldo, Vasco e Rodolfo Gucci. Vale dizer que Guccio Gucci também tinha uma filha, Grimalda Gucci, que foi dispensada dos negócios por ser mulher, e também um enteado, Ugo Gucci, filho de sua esposa Aida Calvelli, que seguiu por outro rumo no trabalho.

    A principal função dos herdeiros Aldo, Vasco e Rodolfo era o de expandir a etiqueta, primeiro em Roma, depois Milão e, por fim, ao longo da década de 1950, por todos os Estados Unidos. E, de fato, eles conseguiram. Em 1953, foi inaugurada a primeira boutique da Gucci em Nova York, no então The Savoy Plaza Hotel, numa homenagem a Guccio Gucci, que fazia referência ao local onde tudo começou. O fundador, no entanto, morre poucos dias depois desse lançamento.

    A década segue como uma era de ouro para a Gucci, e a marca vira uma das queridinhas de celebridades de Hollywood. Elizabeth Taylor, Peter Sellers e o dramaturgo Samuel Becket vivem caminhando para cima e para baixo com a bolsa hobo que, olha só, já naquela época era vendida como unisex. Mas foi quando Jackie Kennedy apareceu com uma no braço que a grife tratou logo de mudar o nome do seu acessório: a hobo virou a The Jackie, uma das it bags mais desejadas até hoje.

    Grace Kelly, a princesa de Mônaco, também foi um dos ícones de moda que influenciou no design da casa. Quando ela decidiu comprar uma Bamboo Bag, Rodolfo Gucci, um dos três filhos que seguiu com o negócio, quis presentear Grace com um lenço floral de cores vivas. A ilustração virou a hoje tradicionalíssima estampa Flora da marca.

    Outro item que caiu na graça das estrelas, e que até hoje é um clássico da casa, é o mocassim Horsebit, aquele com dois anéis dourados interligados na parte de cima, como os freios colocados no cavalo.

    A marca segue conquistando a América e lançando cada vez mais hits comerciais, como óculos, relógios e joias, na década de 1960. Mas, ao passo que a Gucci se expandia até na Ásia, com novas butiques em Tóquio e em Hong Kong, os conflitos entre a família só aumentavam. Brigas entre os irmãos, entre os sobrinhos, entre pai e filho colocaram a Gucci diversas vezes à beira da falência.

    Dentre as tretas que a marca hoje em dia prefere não comentar, mas que é importante o destaque, Maurizio Gucci é protagonista. Maurizio era o filho único de Rodolfo, que começou a trabalhar com o tio Aldo Gucci, nos Estados Unidos. E, no que a gente pode resumir de grande rasteira, ele conseguiu não só tirar os demais primos da jogada como também derrubou o próprio tio da liderança do negócio, a ponto de assumir toda a empresa em 1982.

    Em 1983, o pai de Maurizio Gucci, o Rodolfo Gucci, morre. E é aí que Maurizio dá a cartada final, vendendo a maioria das ações do império para a Investcorp, encerrando assim toda a relação dos Gucci com a sua empresa homônima. Mas o drama familiar não para por aí. Em 1995 Maurizio é baleado e morre. O mandante do assassinato? A sua ex-mulher, a socialite Patrizia Reggiani.

    E aqui nós fazemos um parêntese: esse conflito está para virar filme, um longa que, ao que tudo indica, contará com Lady Gaga interpretando Patrizia Reggiani, e será dirigido por Ridley Scott, para saciar os curiosos em relação a esse episódio. Ainda não há informações oficiais sobre o longa ou a data de lançamento, mas assim que tivermos mais novidades com certeza avisaremos aqui no Pivô.

    Como você pode imaginar, entre disputas familiares, acusações de sonegação, assassinato e a venda da grife a investidores estrangeiros, a Gucci, na época, não andava muito bem das pernas.

    Em 1989, a superexecutiva de moda Dawn Mello, então presidente da Bergdorf Goodman, foi nomeada a diretora criativa da Gucci para tentar colocar a grife nos eixos. Mello não teve uma passagem tão impactante como diretora, para dizer a verdade ela acabou por retornar à Bergdorf, mas ajudou a grife deixando uma preciosidade na casa: Tom Ford, que ela havia contratado em 1990 para ser estilista de ready to wear e, com a sua saída, virou o novo diretor criativo da casa.

    E é aí que se inicia toda uma nova era da Gucci, sob o comando de Tom Ford, que fez o estilista ainda hoje ser celebrado como o grande salvador da marca. A mágica de Ford? Bem, ele simplificou a identidade da casa, navegando entre o minimalismo da época, restaurando a opulência e o desejo em volta do nome e injetando muita, mas muita mesmo, sexualidade. Ford coloca o vestido colado no corpo, o cós baixíssimo na cintura, o salto agulha vertiginoso nos pés. Isso era algo que não se via em nenhuma outra casa e atiçava os consumidores.

    Com o fotógrafo Mario Testino, Tom Ford fez campanhas publicitárias que ficaram na memória, seja por um bom ou por um péssimo motivo. Em uma das imagens mais emblemáticas feitas pelo estilista ele desenhou nos pelos pubianos de um a modelo o logo da casa. E, em outra foto, bastante problemática, colocou um modelo batendo no bumbum de uma garota. Tom Ford fica na Gucci até 2004, quando apresenta a sua última coleção, mas deixa um legado e tanto: ícones como Gwyneth Paltrow, Jennifer Lopez e Madonna amam usar Gucci nos tapetes vermelhos. Naquele momento, a casa já era avaliada em US$ 10 bilhões de dólares.

    Durante esse tempo, os anos 1990, o grupo LVMH tentou comprar ações da empresa. Mas antes da companhia assumir esse controle, foi o investidor François Pinault, da então Pinault Printemps Redout, quem abocanhou o negócio. A PPR mais tarde seria renomeada para Kering e é por isso que hoje a Gucci faz parte do grupo Kering. A compra do grupo, inclusive, foi o fator determinante para a saída de Ford da casa.

    Depois de Ford, Alessandra Facchinetti passa a assinar a coleção feminina. Mas é Frida Giannini, a ex-designer de bolsas da Fendi, que acaba assumindo a direção criativa da Gucci em 2006. Giannini fica até 2014, durante um período sem grandes abalos, mas também sem tantos auges. Dentre o seu legado, é importante citar, Giannini colocou a Gucci na TV, com campanhas assinadas até mesmo pelo cineasta David Lynch. Ela deu uma injeção de ânimo nos perfumes da casa e estrelou até um documentário, o The Director, de 2013, no qual o seu trabalho é examinado mais de perto.

    Mas é a entrada de um outro nome que vai abalar mais uma vez as estruturas da maison. Dessa vez, no entanto, de uma forma positiva. Em 2015 chega Alessandro Michele mudando completamente tudo. A crítica especializada estava tensa, porque Michele não era um grande conhecido da mídia. O estilista havia trabalhado na Fendi, mas tinha feito carreira mesmo dentro da Gucci, passando por vários cargos diferentes ao longo de mais de 12 anos, não necessariamente nos holofotes.

    E na primeira coleção já mostrou a que veio: para a temporada masculina de inverno 2015, colocou garotas na passarela com seu olhar de antiquário, mas nada antiquado em uma coleção inteira executada em menos de uma semana, de acordo com o The New York Times. A temporada na sequência, a primeira feminina sob o seu comando, foi considerada também um sucesso estrondoso, com a crítica cada vez mais encantada por seu mix de teatro, acervo, memória, gênero, kitsh, drama, terror, opulência, romance e futurismo. O designer é descrito pelo próprio grupo Kering como alguém que é capaz de unir “dandismo, Renascimento italiano, imagem gótica e atitude punk”.

    Pode parecer um exagero tantas descrições, mas é que o maximalismo de Michele não se esgota na manga bufante de sua roupa, ou nos óculos gigantes de cristais incrustados que ele faz: ele está presente também em movimentos dentro da casa. A Gucci não apenas entrou para as rimas de rappers como Cardi B e Kanye West, como um desejo de ostentação bling bling para o hip-hop, como também virou um case de marketing a ser estudado, transformando os seus próprios canais e redes sociais em veículos de comunicação.

    Em 2017 a grife também anunciou a iniciativa de cortar a produção de peles e prometeu reduzir o seu impacto ambiental e social até 2025, algo descrito na nova plataforma criada pela marca, a Gucci Equilibrium. Em 2019 a Gucci lançou a sua linha de maquiagem, a Gucci Beauty, além de uma fragrância unissex, a Mémoir dÚne Odeur, continuando algumas ações pioneiras que vem fazendo no desgaste da divisão de gênero na moda.

    A saída da Gucci da semana de moda tradicional de Milão, para manter apenas duas apresentações anuais e não mais cinco, como antes, também impulsionou uma discussão sobre a produtividade nessa indústria tão pouco sustentável. E, apesar de ver seu crescimento desacelerar desde o ano passado, a grife segue, ao lado da Balenciaga, no posto de mais lucrativa do grupo Kering, que detém ainda Saint Laurent e Alexander McQueen.

    Marina Ruy Barbosa na Arezzo&Co

    E o grupo Arezzo & Co fechou a semana passada com duas novidades de peso. A primeira foi o anúncio da atriz Marina Ruy Barbosa como diretora de moda do ZZ Mall, a recém-lançada plataforma de vendas online do grupo.

    O ZZ Mall reúne todas as marcas da Arezzo & Co, que detém as etiquetas Schutz, Alexandre Birman, Anacapri, Fiever, Alme, Arezzo e Vans Brasil. Além dessas, o market place também comercializa coleções de outras empresas, como Hope, Lenny Niemeyer e Reserva.

    De acordo com o comunicado divulgado pelo grupo, Marina vai ser a responsável pela estratégia de moda do ZZ Mall, o que inclui a curadoria e a direção criativa dos conteúdos da plataforma e das redes sociais.

    A outra novidade é a aquisição pela Arezzo & Co de 75% do brechó online Troc. Fundado em Curitiba, em 2017, o Troc é uma startup voltada para a economia circular, que faz uma curadoria, precifica, fotografa e vende peças dos usuários.

    Agora, a Troc será conectada à plataforma ZZ Mall e os usuários poderão optar por receber créditos para gastar no marketplace com a venda das suas peças ou receber o pagamento na conta ou, ainda, destinar o valor para alguma instituição cadastrada. De acordo com a companhia, a fundadora do Troc, Luanna Toniolo, continuará à frente das operações do brechó.

    Babado, gritaria e confusão no lançamento da collab entre Jil Sander e Uniqlo

    E Jil Sander fez de novo. Onze anos depois de lançar uma coleção com a Uniqlo, que foi uma das mais bem sucedidas parcerias da história entre uma designer e uma grande rede de varejo, a estilista alemã volta a se unir à companhia japonesa. E, novamente, provocou filas de dar a volta no quarteirão.

    A coleção, batizada de +J, mesmo nome da collab de 2009, foi lançada no Japão no dia 12 de novembro, e as lojas tiveram que distribuir tickets para organizar a entrada. Em Nagoya, onde uma das filiais da Uniqlo não adotou esse sistema de organização, o primeiro dia de vendas foi um caos, com gente se aglomerando, se empurrando, arrancando roupas dos manequins. Até display de vidro quebrado rolou.

    Mas por que tanta euforia em torno de uma coleção? Bom, há algumas explicações. Tem, claro, o fator custo-benefício. As peças mais em conta custam em torno de 50 dólares e, as mais caras, como os casacos, não chegam a 250 dólares.

    Mas não é só isso. Como fez em 2009, quando o mundo começava a se recuperar de uma recessão, Jil Sander conseguiu mais uma vez decifrar o desejo dos consumidores de moda para este momento peculiar que estamos atravessando.

    A coleção, bem enxuta, traz 25 peças masculinas e 32 peças femininas numa paleta básica, com preto, branco, marinho e bordô. São camisas, terninhos, calças e sobretudos bem minimalistas, do jeito que os amantes de Jil Sander gostam. Embora haja essa distinção formal entre gêneros, a ideia é que as pessoas misturem peças das duas linhas.

    Em entrevista à jornalista do New York Times Vanessa Friedman, a designer disse que quis criar peças indispensáveis, num contraponto à cultura de descarte rápido. Criticou ainda a nostalgia que continua a permear a moda e falou da importância de fazer um esforço pra se vestir bem. Segundo Jil Sander: “Fico estupefata com o rumo nostálgico que a moda continua a tomar. Vestir-se com estilos de ontem diminui nossa capacidade de lidar com os problemas atuais. Não fazer nenhum esforço pela manhã vai atrasar o seu dia e te desorientar. Se queremos mudar o mundo, temos que continuar nos renovando “.

    Começa hoje a 47ª edição da Casa de Criadores

    Começa nesta segunda-feira, dia 23, a quadragésima sétima Casa de Criadores, o evento focado em moda autoral brasileira que já revelou dezenas de talentos e ajudou a projetar nomes como Isaac Silva, Marcelo Sommer, Karla Girotto, Rita Wainer e muitos outros.

    O line-up tem 32 marcas, sete delas participando pela primeira vez do evento. Os estreantes são Alexandre dos Anjos, Dendezeiro, Kel Ferey, Nalimo, REIF.LIFE, Shitsurei e Trash. Outra novidade é a atuação do Célula Preta, coletivo criado em junho por estilistas negros com o objetivo de ampliar as conversas sobre racismo dentro e fora da Casa de Criadores.

    Nesta edição, assim como aconteceu com várias outras semanas de moda pelo mundo, a Casa de Criadores teve de se adaptar ao formato digital. Mas o que era uma situação forçada pelas circunstâncias, acabou se mostrando um desafio muito legal, que trouxe novas possibilidades, como conta o diretor artístico do evento, André Hidalgo:

    “A gente foi e voltou com várias ideias, com vários formatos, e a gente chegou num formato que é muito interessante, que eu espero que vocês curtam, que vocês gostem, que vocês entrem lá no nosso site. Eu não sei se vocês sabem, mas a Casa de Criadores, normalmente numa edição presencial, ela acontece também de segunda a sexta à noite, então, normalmente começa às 8, 8 e meia da noite e as pessoas chegam lá, sentam na sala de desfiles, assistem de cinco a seis desfiles por noite, todos um em seguida do outro. Então, nosso desafio era tentar trazer um pouco desse universo, manter um pouco esse universo na edição virtual, na edição digital, mas trazer outras inovações. Porque, na verdade, o que a gente acabou percebendo ao longo do tempo foi que esse ambiente virtual traz muitas possibilidades. A gente pode enriquecer muito mais o conteúdo dos estilistas do que um desfile presencial. E é exatamente isso que a gente tá fazendo. Então, todos os dias a gente vai reproduzir esse esquema da Casa de Criadores, das pessoas entrarem no nosso site e assistirem aos desfiles virtuais, como acontece na Casa de Criadores presencial, então, vai acontecer a partir das 8 da noite, você assiste a todas as apresentações, sempre encerra com show. De tarde tem uma programação de mesas redondas e tudo mais, mas a grande vantagem e a coisa bacana que a gente entendeu e está explorando bastante é que a gente vai ter páginas para cada estilista, e são páginas que vão ter muito mais conteúdo e são páginas responsivas, que você vai descendo e ela vai carregando os conteúdos e aí você pode ter, além da apresentação virtual, que seria o vídeo do estilista, você pode ter também outros elementos, que eu ainda não vou falar, que é justamente pra causar curiosidade pra vocês acessarem lá o nosso site. Depois que o evento termina continua lá esse conteúdo. E a gente também reuniu um time muito bacana de pessoas, a gente convidou o artista plástico Dudx, que é um cara maravilhoso, que fez toda essa reconceituação do nosso site, quer dizer, trouxe a gente pra esse ambiente virtual e digital de uma forma muito intensa. Mas, assim, a gente ganhou muita experiência com isso, a gente tá muito satisfeito com o resultado. Claro que muitas coisas a gente vai ter que melhorar ainda pras próximas edições. E o que a gente acha é que no futuro a gente vai manter muitas dessas coisas que gente tá propondo agora, quando a edição presencial voltar. E na verdade, vai acontecer exatamente isso: vai ser um híbrido entre essas duas coisas, porque o mundo digital veio pra ficar.”

    A Casa de Criadores vai até sexta-feira, dia 27. Como explicou o André, à tarde tem uma programação de mesas redondas e os desfiles acontecem à noite, a partir das 20h. E todos os dias tem um show no final, com nomes como Veronica Valentino, Alice Guel e Afro Bapho. Para saber a programação completa do evento e acompanhar os desfiles, acesse o site casadecriadores.com.br.

    Um gostinho da Moda Brasil de novembro!

    E a estrela da capa da nossa revista digital mensal é a cantora Malía, que você acabou de ouvir agora. Criada na Cidade de Deus, a Malía é um dos nomes mais interessantes da cena musical atualmente. E ela está na Moda Brasil em uma matéria multimídia: além da reportagem com texto e fotos incríveis, você vai poder ver e ouvir a Malía falando e cantando. Pra já dar um gostinho do que você vai encontrar por lá, a própria Malía conta aqui como foi participar dessa edição:

    “Nossa, eu amei participar da Moda Brasil! Foi um ensaio incrível, feito por uma equipe maravilhosa, que me deixou súper à vontade. Eu gosto também de trazer uma outra perspectiva da minha imagem, sempre que eu posso eu tô mudando de cabelo, eu tô mudando de visual. E aí, com esse ensaio, eu tive a possibilidade que eu nunca tinha ido antes, imageticamente falando. Isso é muito interessante pra mim, porque fazer as fotos foi como atuar e foi muito, muito gostoso de fazer. Eu gosto muito de moda, eu gosto muito de poder me expressar de todas as maneiras possíveis e moda é algo que me encanta muito, nesse sentido de poder externar quem eu também sou. E ter a Moda Brasil junto disso foi muito maravilhoso.”

    O tema da Moda Brasil deste mês é Mulheres na música e, além da Malía, a edição tem muitas outras artistas talentosas – tanto novos nomes quanto cantoras consagradas. Tem uma reportagem pra ler e ouvir sobre os destaques do pop da Geração Z, tem entrevista exclusiva com a Kylie Minogue, tem a presença feminina no K-pop e tem ainda uma outra reportagem bapho sobre mulheres no funk. Quem escreveu o texto foi a nossa repórter Ísis Vergílio, que conta mais sobre a matéria:

    “Eu tive a oportunidade de escrever a matéria chamada Boladonas do funk, que é uma matéria que teve a intenção de enaltecer essas mulheres, tanto as pioneiras quanto as mulheres mais jovens, da nova geração, sobre a importância delas dentro da cultura e dentro da música. Afinal de contas, a gente está falando do segundo estilo mais tocado no Brasil. Então, ter conversado com a MC Carol, com a Deize Tigrona, com a Valesca Popozuda, com a Pepita e também com a Taísa, que é do Afrofunk, é pesquisadora e, além de pesquisadora, acabou de lançar um livro chamado Afrofunk, a ciência do rebolado, fez com que eu fizesse uma imersão pra falar desse movimento que é tão importante, tanto economicamente quanto pra cultura brasileira mesmo. Eu espero que vocês gostem, que vocês leiam. Eu acho que não falei, mas a Ludmila também contribuiu com uma aspa superincrível. Inclusive, estávamos em sinergia, viu Lud? Você produziu aí um clipe maravilhoso, enaltecendo essas mulheres maravilhosas, que tanto fizeram e abriram muitos caminhos pras mais jovens chegarem e eu aqui, através da escrita, dentro da Moda Brasil, enaltecendo essas mulheres que muito fizeram e contribuíram não só pra sociedade, mas pra mudança de mentalidade e mais uma série de outras coisas ver se você assinar Moda Brasil e ler a matéria na íntegra.”

    Está no ar a 19ª edição da Feira Preta!

    E a dica desta semana é de mais uma programação virtual: a Feira Preta, o maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Latina, que começou no dia 20 e vai até o dia 10 de dezembro.

    Nesta décima nona edição, a Feira Preta, que no ano passado foi realizada no Memorial da América Latina, também teve que se adaptar ao formato digital. Dessa vez, o conteúdo vai estar disponível em diversas plataformas e redes sociais.

    Para comercializar produtos de empreendedores negros, por exemplo, a Feira Preta está com um marketplace no Mercado Livre. Já os shows, painéis, workshops e talks vão ser realizados na Casa Natura Musical e na CasaPretaHub e transmitidos online. A programação é bastante focada em afrofuturismo e afropresentismo, ou seja, vão rolar muitas conversas sobre os lugares que as pessoas pretas ocupam hoje e ocuparão no futuro. Para ficar por dentro da programação acesse: festivalfeirapreta.com.br.

    Este episódio usou trechos das músicas Therefore I am, de Billie Eilish; Un anno d’amore, de Mina; Bang Bang, de Nancy Sinatra; Oops, I did it again, de Britney Spears; e Mexe, de Malía.

      E nós ficamos por aqui. Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro. Siga Pivô Podcast em sua plataforma de preferência para que seja notificado toda vez que um episódio novo estiver no ar. Até semana que vem!

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      Um ano de Moda Brasil News e Jean Paul Gaultier https://modabrasil.webbfinanceiro.com/podcast/um-ano-de-elle-news Mon, 31 May 2021 17:19:50 +0000 https://local.elle.com.br/sem-categoria/um-ano-de-elle-news-2/

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      Se preferir, você também pode ler este podcast:

      A gente colocou até uma Amy Winehouse para tocar, porque hoje, aqui, é dia de festa. Mas, ao contrário do que a cantora britânica fala em sua música, a gente tem, sim, boas razões para sorrir. Na real, estamos super felizes com a trajetória do Moda Brasil News, o podcast da Moda Brasil, que acaba de completar o seu primeiro ano de vida.

      E que venham muitos outros! No dia 26 de maio do ano passado, entrava no ar o primeiro episódio do podcast da Moda Brasil, com direito à voz super tranquila da Susana Barbosa, a nossa diretora de redação, explicando a empreitada.

      Desde o início, a gente tinha um objetivo: manter mais um canal com os nossos leitores (que naquele momento viraram ouvintes), levando as principais notícias de moda e de beleza, além de contextualizar esses conteúdos com comentários da redação e convidados especiais.

      E quem está com a gente desde o início, sabe que mudamos de nome, experimentamos formatos até chegar a esse modelo aqui, agora, essa curadoria de notícias semanal feita para que você se sinta sempre muito bem informado.

      Então, antes de entrarmos de cabeça no giro de notícias da semana, nos permitimos um pouquinho de nostalgia. Nós selecionamos os momentos preferidos do primeiro ano. Vem com a gente nessa lista!

      Moda está longe de ser um assunto supérfluo e foi por meio dela que a gente conseguiu acessar pautas profundas, que foram de gordofobia e racismo a questões socioambientais.

      Lá no episódio 6, por exemplo, a gente fez uma pergunta provocativa: moda é coisa de “viado?”. A ideia era lembrar que, sim. A indústria é de gays, e não apenas. Ela é feita também por lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis…

      Em resumo, existe toda uma influência importante da comunidade LGBTQIA+ na história da moda. Nós mergulhamos nesse assunto e a resposta dos ouvintes foi mais do que positiva. Recebemos mensagens dizendo que essa pauta tão importante foi parar na faculdade, na pós-graduação… Um retorno mais do que especial!

      No episódio 16, pegamos a tendência de um vestido de morango no TikTok para falar da cultura gordofóbica na indústria. No número 24, convidamos especialistas para ensinarem o vasto universo da moda PCD, para pessoas com deficiência. E até debates globais vieram parar aqui, como no episódio 35, sobre o movimento #StopAsianHate, e no 39, em que explicamos o entrave com o algodão de Xinjiang, na China.

      E alguns episódios também funcionaram como miniaulas, como o número 7, que falou sobre apropriação cultural. O gancho para abordar esse tema foi a notícia da semelhança entre uma sandália da Prada com alpargatas artesanais nordestinas, vendidas nas feiras populares de Caruaru. Pra entender os limites entre inspiração e apropriação cultural, nós conversamos com estudiosos da cultura brasileira e o doutor em ciências sociais e babalorixá Rodney William. Vamos lembrar um trechinho?

      “A nossa proposta de discutir apropriação cultural a partir da ideia de uma estrutura de poder e que foi amplamente enfatizada desde o período colonial vem para demonstrar que esta noção de apropriação cultural está imbricada com todas as questões do racismo, principalmente na forma como a apropriação se opera no caso brasileiro. Então a estrutura racista mantém a ideia de que existem culturas superiores e inferiores e aí algumas perguntas ajudam a gente a compreender melhor o problema. Porque se apagam ou se alteram o sentido dos elementos culturais afro ou indígenas? O que faz com que as pessoas acreditem que a origem destes elementos não deve ser valorizada? Então é justamente o vínculo com o racismo que ajuda a responder estas e outras tantas questões ligadas à apropriação cultural.”

      Já quando o estilista belga Walter van Beirendonck acusou o designer estadunidense, Virgil Abloh, de plágio, vimos a oportunidade de debater sobre uma polêmica na moda (e esse episódio rendeu vários plays, viu!): afinal, o que é cópia na moda? O causo foi a deixa para falarmos sobre os limites entre criação autoral e cópia, uma prática entendida por muita gente como danosa, mas interpretada também por outra parcela como combustível criativo. Essa história está em nosso episódio de número 13.

      Bom, além de aprender muito na apuração de cada episódio, a gente também tem que fazer praticamente um cursinho de pronúncia toda semana. Sempre rola uma checagem para saber como se fala o nome daquele estilista belga, da marca nova ou do CEO da empresa X.

      Demna Gvasalia, Ann Demeulemeester e Haider Ackerman são clássicos aqui da canseira na gravação.

      E é o seguinte: a gente aboliu a Fédération de la Haute Couture et de la Mode. Agora é só Federação da Alta-Costura e da Moda, em bom português.

      Só não deu pra escapar do francês no episódio 8, em que a gente mergulhou na história da alta-costura. Aí foi a festa da maison, da haute couture, do savoir-faire… Mas, como acreditamos que uma conversa sobre moda tem que ser aberta, inclusiva e didática, esclarecemos todos esses nominhos gringos nesse episódio, enquanto explicamos as origens e como funciona a temporada de alta-costura, que é considerada a mais luxuosa da indústria.

      Ah, e tem aqueles nomes que parecem simples, mas enganam, viu? Com Kanye West teve que rolar regravação de episódio, porque eu jurava que a pronúncia era Keine.

      Bem, depois dessa regravação, a gente aprendeu o jeito certo de falar e o nome de Kanye West apareceu várias vezes no podcast. Assim como o da Rihanna, que todo fã sabe que não é “Rirrana”.

      Mas por que Rihanna e Kanye West são tão importantes na moda e na beleza? Qual a importância de estilistas como Margiela, Helmut Lang e Halston? Muitas notícias também foram uma boa razão para explorarmos a trajetória de estilistas e marcas. Essas biografias estão em episódios mais narrativos, em que contamos a história de nomes como Kansai Yamamoto, Cristóbal Balenciaga, Marc Jacobs, além de etiquetas como Gucci e Supreme.

      Nós ainda vamos contar quantas vezes certas palavras foram ditas por aqui. E eu desconfio que Rihanna e Covid bateram recordes, mas outro termo (ainda bem) passou a fazer mais parte dos nossos episódios: upcycling. Ele pode não ser novo, mas atraiu cada vez mais a atenção dos grandes players do mercado. Por isso, em nosso episódio 22, explicamos nos mínimos detalhes como esse processo funciona e o quanto ele pode transformar o mercado com uma cultura mais sustentável.

      E a gente sabe também que é difícil entender as novas tecnologias que surgem por aí e a indústria da moda passa a abraçar. Logo, nos esforçamos em decifrar o beabá codificado de algumas novidades para apresentar para vocês de um jeito mais descomplicado. Como funcionam as roupas antivirais? Como a moda tem cada vez mais avançado na criação de produtos de realidade aumentada? Essas respostas estão no episódio 15. E todo esse lance de criptomoeda, blockchain e mercado NFT? Se você ainda não entendeu como funciona, vai lá no episódio 38 que a gente explica de um jeito bem mastigadinho.

      E nós amamos quando tem visita por aqui! Aquela voz nova (mesmo que bastante conhecida) dando um oi para os ouvintes. E já passou em nosso podcast gente muito bacana, viu! Dentre elas estrelas, como Camila Coutinho, Marina Santa Helena, Iza, Arnaldo Antunes… Chique, né?

      E agora a gente deixa com você! Sabe aquele post que nós fazemos no Instagram toda vez que um episódio novo vai ao ar? Chega mais e comenta pra gente o seu episódio preferido! Se quiser, pode enviar também o seu comentário, a sua sugestão. Nós vamos adorar te ouvir. Dá pra encontrar a gente nas redes sociais, no perfil da Moda Brasil, como no Instagram, no Facebook e no Twitter!

      E vamos para as notícias da semana!

      Jean Paul Gaultier reativa linha de ready to wear

      A marca Jean Paul Gaultier reativou na sexta-feira passada, dia 28, a sua produção de ready to wear, a linha “pronto para vestir” da casa, que estava desligada há seis anos. E, dessa vez, as equipes criativas que assinarão as coleções serão rotativas, formadas por um ou mais designers convidados pela empresa.

      E a gente explica: Jean Paul Gaultier anunciou em janeiro do ano passado a sua aposentadoria. Ele ainda mantém um contrato com a marca que leva seu nome e responde como embaixador da casa.

      No entanto, a vaga de direção criativa foi assumida agora por Florence Tétier. Ela será a responsável por garantir que os próximos projetos sigam um arco narrativo consistente e interessante, de acordo com a marca. Tétier vai supervisionar desde o conteúdo que vai para as redes, como chamar os talentos que participarão das novas coleções. A nova diretora criativa tem formação em design gráfico, é mais conhecida por sua trajetória editorial, mais especificamente como cofundadora da revista Novembre, e entrou para a empresa em setembro do ano passado.

      As colaborações em série, feitas com designers de fora, é uma estratégia que a marca passou a adotar em março de 2020, ao convidar a designer japonesa Chitose Abe, da marca Sacai, para desenhar uma coleção de alta-costura que celebraria a aposentadoria do couturier. Este desfile, no entanto, estava previsto para rolar em julho do ano passado e foi adiado duas vezes, em função da pandemia. Agora, ele está programado para acontecer na próxima Semana de Alta-Costura, marcada entre os dias 5 e 8 de julho.

      E essa estratégia, como a gente acabou de falar, seguirá também na linha de ready to wear que volta a funcionar: os criativos convidados desenvolverão coleções em conjunto com o time de designers internos da casa, treinados por Gaultier. Dessa maneira, é esperado que as colaborações conversem de alguma forma com o extenso vocabulário de design construído pelo estilista.

      Além de inspiração, as próprias peças vintage, do acervo de Gaultier, também vão fazer parte dessas novas coleções, como um upcycling. E, comercialmente falando, é uma grande sacada da empresa, que aproveita o boom por peças vintage Gaultier que tá rolado em sites de revenda.

      De acordo com o Vestiaire Collective, as pesquisas por peças antigas do estilista subiram 570% nos últimos meses. E, quem o procura, aparentemente não se importa em colocar bastante dinheiro no item. Um vestido da coleção Cyberpunk, de 1995, por exemplo, pode ser encontrado pelo valor de 3 mil libras, um pouco mais de 22 mil reais.

      Sim, vestir um Jean Paul Gaultier retrô virou tendência — principalmente as peças de segunda pele, criadas pelo designer na década de 1980, meio transparentes, às vezes psicodélicas e em outros momentos mais puxadas para o punk. A culpa disso vêm de algumas artistas que passaram a ostentar um Gaultier próprio pra chamar de seu, como Lizzo, Cardi B, Kendall Jenner, Kim Kardashian, Miley Cyrus… Isso, só pra citar algumas.

      Nessa coleção de retorno ao ready to wear, a temática dos marinheiros vem à tona. Imagem que saiu do filme Querelle, de Rainer Fassbinder, lançado em 1982, ela virou uma referência e tanto para Gaultier a ponto de se tornar uma de suas principais assinaturas. E, agora, ela foi revisitada por novos designers como Palomo Spain, Ottolinger e Alan Crocetti, em 75 peças, que interpretam tudo com várias referências à cultura queer.

      De acordo com Antoine Gagey, gerente geral da companhia espanhola Puig, que detém a casa: “Essa estratégia celebra Jean Paul Gaultier, os seus valores, arquivos e história.”

      E aqui a gente aproveita para discorrer uma biografia bem rápida sobre o estilista

      Chamado de L’enfant Terrible de la Mode, ou a Criança Terrível da Moda, Gaultier foi um dos nomes mais importantes na quebra de tradições na passarela, com o uso de maior diversidade, ativismo político, performance, humor e sensualidade. Foi ele quem colocou o homem de saia, Madonna com sutiã pontudo e a pele tatuada como uma forma respeitada de beleza.

      Sem formação profissional, ele foi contratado aos 18 anos por Pierre Cardin, que ficou impressionado com seus croquis. A passagem na casa do futurista Cardin, foi o combustível para uma criatividade ilimitada, porque o mestre costumava dizer que queria coleções de mulheres que pudessem ir pra lua.

      Depois, Gaultier passou um período no ateliê do designer Jacques Esterel, famoso pelas apresentações performáticas. E, mais tarde, foi aprendiz de Jean Patou, marca vanguardista ao explorar sportswear e as influências asiáticas no modo de vestir.

      Jean Paul Gaultier abriu a sua empresa homônima, em 1976, quando estreou com uma coleção solo cheia de materiais inusitados para a moda. E, na década de 1980, foi um dos responsáveis por trazer energia nova à moda francesa, ao lado de nomes igualmente rebeldes como Claude Montana e Thierry Mugler.

      Ele chocou tanto quanto foi elogiado e se tornou uma estrela, chegando a apresentar, inclusive, um programa de televisão inglês, o Eurotrash.

      A linha de alta-costura vem em 1997, quando definitivamente extrapola em termos expressivos, viajando em referências multiculturais. Em 2003, ele é contratado como diretor de criação da Hermès, onde ficou por sete anos.

      Desde 2014, quando encerrou a atividade da linha ready to wear que renasce agora, Gaultier já demonstrava um descontentamento com a indústria. Mas até na saída de cena, ele fez questão de mostrar que há ainda muito o que agitar nao mercado, com um verdadeiro espetáculo, em janeiro de 2020, no qual um casting diverso desfilou mais de 200 looks.

      Além de uma mente disruptiva, Gaultier é famoso pela excelência técnica e tino empresarial, com licenciamentos sólidos, principalmente no setor de perfume.

      Bolsa virtual da Gucci é mais cara que versão real

      A centenária Gucci mostra que está cada vez mais conectada com a vanguarda digital. Na semana passada, a grife lançou seu primeiro NFT.

      Relembrando aqui o significado dessas três letrinhas que não saem mais do noticiário: NFT é a sigla para Non Fungible Token, ou, Token não fungível, em português. Ele funciona como um certificado de autenticidade que faz com que um arquivo digital seja único ou parte de uma edição limitada. Pode ser um vídeo, uma foto, um áudio, uma infinidade de coisas.

      No caso da Gucci, o NFT é um filme de 4 minutos dirigido por Alessandro Michele, diretor criativo da marca, e pela fotógrafa e diretora Floria Sigismondi.

      O NFT da Gucci está sendo leiloado pela Christie’s, em um evento que reúne outras ofertas de NFTs, com curadoria de Lady Phe0nix, uma expert em arte digital contemporânea. De acordo com a descrição da obra no site da Christie’s, o filme se passa numa paisagem onírica e traz uma energia efervescente que dialoga com a mensagem da última coleção da Gucci, Aria, que traz um desejo universal de renovação.

      O lance inicial é de 20 mil dólares e a Gucci informa que todo o valor arrecadado será destinado à Unicef USA, que, por sua vez, vai alocar os recursos para garantir o acesso igualitário e global às vacinas para a Covid-19. Ficou interessado? Dá pra fazer o seu lance pelo site da Christies até essa quinta, 3 de junho.

      Mas esse não foi o único feito recente da grife italiana no mundo digital. Na última semana, a Gucci também chamou a atenção pelos valores que os acessórios da marca alcançaram na plataforma de games Roblox. As it-bags digitais chegaram a ser comercializadas pelos usuários por valores que chegaram até a ultrapassar o preço das versões físicas das peças.

      O modelo Dionysus Queen Bee, por exemplo, ficou à venda oficialmente por apenas uma hora no dia 17 de maio, por cerca de 5,50 dólares. Como pouquíssimos jogadores conseguiram comprar, a bolsinha digital virou artigo raro na plataforma e chegou a ser negociada por 4.115 dólares.

      Quer dizer, o mercado de resale também está pegando fogo no mundo virtual.

      Você acredita que seu necessaire tem uma boa variedade de marcas? Hoje, o nosso editor de beleza, Pedro Camargo, traz um dado, no mínimo, surpreendente: o mercado de beleza brasileiro é bastante concentrado em poucas empresas, muito mais do que a gente imagina. Por isso, uma série de empreendimentos independentes e inovadores procuram mudar esse cenário. Conta essa história pra gente, Pedro!

      “Gente, esse é um dado que toda vez que eu fico maluco quando eu lembro. 47,8% de todas as marcas que existem no Brasil são submarcas de cinco grandes grupos. E a gente sempre fica falando que acontece muita coisa no mercado de beleza, que tem muita marca, muito lançamento, sendo que na verdade são apenas cinco empresas. Não é um mercado muito pluralizado, ele é bastante concentrado. Mas a gente tem visto um crescimento dessa outra metade porque tem surgido novas marcas e essa movimentação é muito interessante principalmente pelo fato de não estarem surgindo só marcas pequenas. Cada vez mais a gente vê surgindo marcas grandonas brasileiras aparecendo no mercado e isso tem sido muito legal e tem trazido mudanças muito importantes para o mercado brasileiro. O Amauri Terto fez uma matéria exatamente sobre isso, falando com novas marcas, conversando com a Camila Coutinho da GE Beauty, com a Julia Tartari da Mona Cosméticos, entre outras marcas, para entender como está o cenário para quem está entrando agora no mercado, dentro dessa competitividade que é meio injusta. Eu achei muito interessante e espero que vocês leiam, porque é importante saber que estamos comprando tudo de um mesmo grande grupo. Vale muito a pena para diversificarmos nossa prateleira. Leiam! Beijinhos. “

      E, para finalizar o episódio de hoje, a nossa dica cultural da semana, apresentada por C6 Bank & Mastercard. Dessa vez, nossa editora de cultura, Bruna Bittencourt, repercute o lançamento bastante aguardado do filme Cruella, estrelado dessa vez por Emma Stone. Conta mais, Bruna!

      “Estreou no fim da semana passada, Cruella, live-action sobre a vilã da Disney, interpretada por Emma Stone. O filme se passa na Londres dos anos 70, em meio à explosão do punk, e mostra como Estella, uma jovem ambiciosa, se tornou Cruella, uma estilista tresloucada, obcecada por peles de animais. O novo filme é uma prequela do live-action com Glenn Close, 101 Dálmatas. Para vestir esta nova Cruella, o estúdio convocou Jenny Beavan, figurinista vencedora de dois Oscars: em 1987, por Uma janela para o amor, e em 2016, por Mad Max: estrada da fúria. Ela foi ainda indicada outras oito vezes à estatueta. A repórter Mabi Barros entrevistou a inglesa sobre o figurino de Cruella, que ela definiu com a união de uma criança punk com uma estilista dos anos 70. Jenny também falou sobre os bastidores do processo de figurino, contou que não usou nenhuma pele de animal e que está trabalhando em Furiosa, uma prequela de Mad Max: estrada da fúria. Clica no elle.com.br para ler essa conversa completa. E a gente fica com Nancy Sinatra e “These boots are made for walkin'”, que está na trilha do filme, em cartaz no filme e na plataforma Disney+.”

      Este episódio usou trechos das músicas It’s My Party, de Amy Winehouse; J’adore Venise, de Loredana Bertè; Liza with a Z, de Lizza Minelli; Je Veux, de Zaz; Amor I Love You, de Marisa Monte e Arnaldo Antunes; Express Yourself e Like a Virgin, de Madonna; Gains de Beauté, de Céu; e trechos da coleção Aria, da Gucci, de verão 2021 masculina da Louis Vuitton.

      E nós ficamos por aqui. Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro.

      E a gente sempre te lembra: Curte o Moda Brasil News? Então assine o nosso podcast na sua plataforma de preferência, para que seja notificado toda vez que um episódio novo estiver no ar. É bem simples! Basta entrar em nosso perfil e apertar o botão “seguir”!

      Até semana que vem!

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      Tom Ford e o desfile que salvou a Gucci https://modabrasil.webbfinanceiro.com/materia/tom-ford-e-o-desfile-que-salvou-a-gucci Tue, 27 Apr 2021 15:00:00 +0000 https://local.elle.com.br/sem-categoria/tom-ford-e-o-desfile-que-salvou-a-gucci/ A cena vocês provavelmente já viram: um modelo se aproxima de um fictício club Savoy, espia pelo olho mágico, abre a porta e sai desfilando por um corredor com câmeras e flashes mil. Começa assim o mais recente desfile da Gucci, primeira parte de uma série de celebrações em torno dos 100 anos da casa italiana. O look em questão é um smoking de veludo vermelho, exatamente igual ao apresentado por Tom Ford na temporada de inverno 1996 (e usado por Gwyneth Paltrow no VMA daquele ano).

      Hoje, quem comanda a marca é Alessandro Michele. Quando assumiu a direção criativa, em 2015, promoveu uma verdadeira revolução estética com sua pegada romântica nostálgica e mistura frenética de referências e estilos de diferentes períodos da história. Foi um sucesso e a Gucci, até então um tanto apagada, voltou a brilhar sob os holofotes da moda.

      Acontecimento similar aconteceu 20 anos antes. Mais precisamente com a coleção de inverno 1995 – ainda que não o primeiro desfile de Tom Ford para grife, sem dúvida seu mais importante, como o próprio costuma lembrar.

      Milano 54

      A entrada de Ford na Gucci foi discreta. Em 1990, aos 29 anos, o texano foi contratado por Dawn Mello, então diretora criativa da marca, para trabalhar sob a supervisão de Richard Lambertson, diretor de design. O estadunidense assumiu a posição do supervisor poucos meses depois, mas passou os anos seguintes frustrado com as decisões criativas de Mello, tentado a deixar a casa italiana em mais de uma oportunidade.

      A almejada posição de diretor-criativo chegou em 1994, mas suas primeiras propostas como estilista não agradaram a imprensa. Em busca de dar um passo mais ousado, Ford descobriu entre os arquivos da Gucci alguns elementos que a definiram em décadas anteriores, como a relação com as celebridades.

      Nos anos 1970, ícones da alta-sociedade, como Jackie Onassis, Grace Kelly, Elizabeth Taylor e Audrey Hepburn, eram constantemente fotografados em aeroportos com bagagens de couro da casa italiana. O pouco investimento na linha de roupas e a constante repetição de modelos, entretanto, cansou a grife aos olhos do público e, no fim da década de 1980, a Gucci já passava por dificuldades financeiras.

      A decisão de reviver o pacto com figuras célebres seria um dos traços mais marcantes do trabalho de Ford, ainda que um movimento arriscado. Quando o estilista comentou com amigos sobre a ideia de fazer a coleção de inverno 1995 inspirada no Studio 54, Mark Lee (então presidente e CEO da Yves Saint Laurent) e Ed Filipowski (diretor de relações públicas da marca francesa) questionaram a proposta.

      Resgatar a imagem de uma moda festiva e sensual era arriscada. Os efeitos da epidemia da AIDS nos anos 1980 ainda estavam sendo fortemente sentidos pela indústria e alguns dos maiores frequentadores do Studio 54, como Halston, Willi Smith, Antonio Lopez e Perry Ellis – para quem Ford havia trabalhado antes de entrar na Gucci – perderam suas vidas com complicações causadas pela doença há menos de uma década.

      Gucci, Gucci, Gucci

      Quaisquer que fossem as preocupações de insensibilidade ou fracasso, elas deixaram de existir no momento em Amber Valetta abriu o desfile, iluminada por um único holofote (um inspiração de Ford nas apresentações de Gianni Versace). Ela vestia uma calça de veludo preto e uma camisa de seda verde desafiadoramente aberta, por baixo de um casaco de chartreuse felpudo da mesma cor. O único testemunho de que aquele era, de fato, um desfile da Gucci era o bridão metálico no cinto. Até então, a marca jamais havia sido tão ousada e sexy na passarela.

      Os 58 modelos seguintes fizeram da coleção um espetáculo de cor e sensualidade. Casacos de abotoamento duplo, em tons de azul, laranja e verde, foram desfilados ao lado de calças e costumes de veludo nas mesmas cores. Nos looks femininos, decotes e aberturas se somavam a saias e vestidos curtos. Em conjuntos menos reveladores ou de cores mais sóbrias, paletós acinturados e calças ajustadas impediam que a aura sensual deixasse as passarelas.

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      Kate Moss no desfile de inverno 1995, da Gucci. Foto: Reprodução

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      Madonna no MTV Video Music Award. Foto: Getty Images

      Mulheres e homens desfilavam com irreverência, muitas vezes parando no caminho de volta para exibir mais um pouco de suas roupas para o público em frenesi. Kate Moss estava entre eles e desfilou uma blusa de seda azul e uma calça de veludo que, meses mais tarde, Madonna usaria no MTV Video Music Awards. Quando questionada sobre a origem da roupa, a cantora respondeu: “Gucci, Gucci, Gucci”.

      Diferentes variações do vestidinho preto foram apresentadas – todas profundamente sexy – e os decotes, um após o outro, atravessavam provocantemente a passarela, muitas vezes combinados a bolsas e sapatos vermelhos. Jerry Hall, Bianca Jagger, Andy Warhol, Elsa Peretti e todas as outras personas que pisaram no Studio 54 estavam representadas ali.

      Reflexos do passado ilustre que Tom Ford procurou como inspiração também podia ser notado em flashes de ousadia e sofisticação. Um conjunto de sapatos, calça, blusa e trench coat – todos brancos – desfilado com um par de óculos escuros oversized e arredondados, poderia ter saído do próprio guarda-roupa de Jackie O.

      Ao final da apresentação, Ford recebeu os aplausos e louvores de uma indústria que, depois de anos, se via livre novamente para sonhar, ousar e explorar estilos que dialogassem, sem receios, com os impulsos de divertimento e sensualidade deixados de lado por tanto tempo.

      Sedução e sensibilidade

      O êxtase midiático do dia seguinte ao desfile foi apenas uma pequena amostra do que viria ser os anos do império do glamour construído por Ford na Gucci (e para si mesmo). O sucesso comercial da apresentação transformou o estilista no sócio de Domenico de Sole, então CEO da Gucci. Em 1999, a marca foi disputada pela LVMH e o atual grupo Kering (então Pinault Printemps-Redoute), com quem acabou ficando por 8.7 bilhões de dólares. Naquele mesmo ano, De Sole e Ford compraram a Yves Saint Laurent, na qual o estilista também assumiu o cargo de diretor criativo.

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      Campanha da coleção de inverno 1995 da Gucci. Foto: Reprodução

      Além de originar o arquétipo do designer-empresário, Ford deu início ao fluxo de novos criadores em conceituadas casas de moda europeias nos anos 1990. John Galliano foi para a Givenchy e depois para a Dior (Alexander McQueen o substituiu na primeira), enquanto Narciso Rodriguez foi contratado para a Loewe e Michael Kors, para a Céline.

      Ao lado de uma equipe de profissionais em harmonia com suas tendências provocadoras, como o fotógrafo Mario Testino e a stylist Carine Roitfeld, o texano despertou um desejo insaciável pela sensualidade, que definiu não apenas o renascimento da Gucci, mas o de toda a indústria.

      Em 2021, ano em que alguns países já começam a dar sinais de recuperação da Covid-19, é impossível não perceber os ecos dos rumos audaciosos que Ford tomou há quase três décadas, quando o mundo também começava a indicar um desejo de regeneração.

      Simon Porte Jacquemus é um dos criadores modernos que parece enxergar na sensualidade uma saída para a sensibilidade sombria que dominou o último ano. Sua série fotográfica L’Amour (mesmo nome de sua coleção de primavera 2021) é um dos exemplos do retorno do imaginário sexual à moda. A campanha Build Love, da Paco Rabanne, é igualmente parte do movimento.

      Ainda é cedo para discutir se, na década que se inicia, a sensualidade será uma porta para a liberdade ou apenas mais uma ferramenta de publicidade. Mas se essa discussão sequer existe, suas raízes estão na ressurreição triunfal da Gucci, pelas mãos de Tom Ford, no outono de 1995.

      Lembra deste desfile? é uma série do site da Moda Brasil que relembra algumas das principais coleções da história da moda e explica a sua importância para o contexto da época.

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      https://images.elle.com.br/2022/11/image-536-620x840.jpg Foto: Reprodução
      Os tênis digitais da Gucci e o mercado NFT https://modabrasil.webbfinanceiro.com/podcast/os-tenis-digitais-da-gucci-e-o-mercado-nft Tue, 23 Mar 2021 03:10:19 +0000 https://local.elle.com.br/sem-categoria/os-tenis-digitais-da-gucci-e-o-mercado-nft-2/  

       

       

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      Se preferir, você também pode ler este podcast:

      E se a gente te contasse que dá para comprar agora um tênis da Gucci por 12 dólares? Isso, mesmo! Com mais ou menos 66 reais você teria um par de sneakers da grife italiana, desenhado por Alessandro Michele, para chamar de seu.

      Mas, assim, não fisicamente. Acontece que na última quarta-feira a Gucci começou a vender tênis digitais. Neste episódio, a gente te conta um pouco mais sobre este lançamento virtual da grife e aproveita para explicar o NFT, um sistema que promete mudar a nossa percepção em relação ao comércio eletrônico.

      Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro. E você está ouvindo o Moda Brasil NEWS, o podcast com as principais notícias de moda e de beleza da Moda Brasil.

      Na semana passada a Gucci fez o seguinte anúncio: a casa está vendendo, agora, tênis digitais por 12 dólares, algo em torno dos 66 reais.

      Esse lançamento é fruto de uma parceria que a grife italiana fez com a Wanna, uma empresa de tecnologia especializada em moda, sediada na Bielorrússia, o país do Leste Europeu. O par de sneakers digitais pode ser adquirido no aplicativo da Gucci ou no aplicativo da Wanna — e aí com um descontinho: os tênis saem por 9 dólares.

      A Wanna ficou conhecida no mercado por trabalhar principalmente com realidade aumentada para produtos de moda. Esse tipo de serviço começou a fazer mais sucesso desde o início da pandemia. Com todo mundo trancado em casa, as compras online aumentaram, os eventos presenciais de moda foram cancelados e todo o sistema precisou recorrer a essas empresas de novas tecnologias para apresentar melhor seu produto, criando uma experiência de compra digital mais interativa.

      Até agora, a Wanna havia trabalhado produzindo modelos 3D de acessórios para marcas como Reebok, Snapchat e Farfetch. A gente até já tinha comentado por aqui, no Moda Brasil News, sobre os filtros de realidade aumentada que a Farfetch usou. Eles podiam ser experimentados com o auxílio da câmera de um smartphone. Bastava apontar a tela do seu celular para os seus pés, por exemplo, que você conseguia experimentar virtualmente um tênis da Gucci ou da Balenciaga. Mas, agora, é a primeira vez que a empresa de tecnologia se une a uma grife de moda para vender um produto digital.

      E aí você pode achar curioso ou estranho, mas é, sem dúvidas, um sinal dos tempos. O digital não é só mais uma ferramenta, mas também o produto e a Gucci é só mais uma entre várias marcas de moda que estão atentas à ascensão das roupas virtuais. A casa já assinou colaborações com jogos como o Roblox, o Drest, o 3D Zepetto, o The Sims e o Pokémon, criando itens de moda que podem ser usados por avatares. E não deve parar tão cedo de experimentar mais possibilidades de abocanhar esse mercado.

      Uma das explicações é que, assim, grifes de luxo alcançam também um público mais jovem. Se a geração Z ainda não compra uma bolsa de 10 mil reais da grife italiana, pode tranquilamente investir em um tênis de 12 dólares para se gabar nas redes sociais.

      Segundo o CEO da Wanna, Sergey Arkhangelsky, “em cinco ou dez anos, uma fatia relativamente grande da receita das marcas de moda virá de produtos digitais”. Segundo ele, o objetivo de sua empresa é não só envolver mais o cliente e criar mecanismos de vendas interessantes online, como também olhar para esse futuro da roupa feita de pixel que não está tão no futuro assim.

      Mas esse tipo de movimentação, feita pela Gucci, com a criação de produtos digitais, também caminha lado a lado com três letrinhas, que passaram a chamar a atenção da indústria recentemente. São elas NFT, sigla para non fungible token que, em tradução livre significaria token não fungível. E essas três letrinhas prometem mudar a nossa percepção sobre comércio eletrônico, principalmente o que envolve produtos digitais de designers e artistas.

      E aí a gente explica. Recentemente uma série de materiais digitais tem virado manchete por serem vendidos a valores extraordinários na web. Quer um exemplo? O CEO do Twitter, Jack Dorsey, vendeu a posse do seu primeiro tweet, durante um leilão, por 2,5 milhões de dólares, quase 14 milhões de reais. Um vídeo de uma jogada do atleta LeBron James foi comprado por 208 mil dólares, algo em torno de 1 milhão de reais. Imagens digitais do artista Beeple foram adquiridas pela bagatela de 69 milhões de dólares, ou mais ou menos 380 milhões de reais.

      E nessa toada milionária também tem roupa digital! Mais especificamente, a colaboração entre o estúdio de design RTFKT e o artista digital Fewocious. A collab da empresa com o artista é um tênis de silhueta bem parecida com a de um Air Jordan, mas todo colorido, meio grafitado. E digital! Esse tênis não existe fisicamente, mas uma série de 621 pares dele foi vendida por 3,1 milhões de dólares em inacreditáveis sete minutos.

      Em resumo, um produto digital não só vale dinheiro, como pode valer muito dinheiro. Isso porque todos esses produtos têm algo em comum: o selo NFT. E aí a gente volta as três letrinhas para explicá-la melhor. Se fungível é algo que pode ser substituído por outra coisa de uma mesma espécie, não fungível é justamente o contrário, aquilo que é único.

      Por isso, o NFT é um selo que garante uma autenticidade digital, um contrato inteligente de que aquele não é qualquer produto feito de códigos, mas um produto específico. Com ele, é possível identificar e vender objetos virtuais e, de alguma maneira, investir em bens online valiosos. E aí vale tudo, como uma foto, um vídeo, um código, um gif, um áudio, um tênis digital… o céu é o limite.

      Mas aí você se pergunta: por que eu iria querer comprar um gif, se ele está disponível na internet para eu baixar e usar? E é aí que o mercado de arte, com a sua série de colecionadores, ajuda a entender um pouco esse esquema digital, porque ele não é tão diferente assim do real. Mesmo que uma obra de arte física possa ser vista em um museu por milhares de pessoas, ela sempre estará associada a um comprador ou uma instituição, que é dona da obra, seja pelo status ou pelo prestígio de tê-la.

      Possuir NFT é mais ou menos isso. O NFT é o equivalente digital dessa noção de propriedade. Fora isso, o NFT é feito geralmente via Blockchain. Para quem não está familiarizado, blockchain é o sistema que registra transações permanentemente em uma espécie de cartório digital à prova de violação, por ser descentralizado e livre de supervisão governamental ou privada. As informações são distribuídas por uma rede de computadores em vez de serem controladas por uma única entidade e podem ser acessadas por qualquer pessoa na rede, mas não alteradas ou excluídas.

      E por que a moda parece interessada? O primeiro motivo você ouviu nos últimos números, as cifras milionárias. Como a gente falou, trata-se também do investimento em produtos únicos que podem render e valorizar. Mas há ainda outros pontos: muitos entusiastas veem o crescimento dos NFT como uma via interessante para artistas e marcas descartarem intermediários na venda. Um músico, por exemplo, não necessitaria de uma gravadora, distribuidora, que fica com parte de seu lucro, e poderia optar por uma comercialização direta e digital.

      Outro ponto, também interessante para as marcas de luxo, é a possibilidade de rastrear mais e melhor a procedência dos recursos com que trabalha. E aí a Louis Vuitton já tem experimentado o sistema, para se certificar de onde vem cada item usado, seja ele real ou virtual, e ainda com a garantia de que não há nenhuma organização reguladora com interesses próprios.

      Há críticas também, como aquelas que já são feitas a outras transações envolvendo blockchain, sejam elas de produtos artísticos, roupas digitais ou criptomoedas. Muitos questionam, por exemplo, a energia usada para se manter esse sistema. Sim, energia! Para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento da Universidade de Cambridge, só as bitcoins consomem anualmente mais energia que toda a Argentina. Fora os riscos envolvidos nesse tipo de investimento, que é extremamente volátil.

      Bem, ficou interessado por este assunto? Fique tranquilo que, ainda nesta semana, a gente te explica nos mínimos detalhes o mercado NFT e como ele capta o interesse da moda cada vez mais, em nosso site, o Moda Brasil.COM.BR.

      A Chanel lançou um Fundo Global de Cultura

      E na última quarta-feira a Chanel lançou um Fundo Global de Cultura. O programa pretende entregar um milhão de euros a artistas e instituições parceiras. Segundo a Maison: “a intenção é fortalecer a igualdade entre vozes e proporcionar maior visibilidade aos revolucionários globais, principalmente neste momento no qual as artes fornecem uma fonte vital de inspiração e perspectiva de mudança sobre o mundo”.

      A iniciativa que deverá ocorrer pelos próximos três anos acontecerá em duas frentes:. A primeira delas será O Chanel Next Prize, que apoiará criativos, entregando prêmios de 100 mil euros a 10 artistas, entre eles profissionais da música, da dança, da performance e das artes visuais. Ainda não há informações sobre a seleção, mas, segundo a casa, aqueles que estão redefinindo radicalmente os seus campos, independentemente de idade, gênero e nacionalidade, poderão ser beneficiados e ganharão também mentorias com especialistas reunidos pela Chanel.

      Já a outra frente de atuação será com instituições parceiras, feitas com museus e galerias, jogando holofote a narrativas que beneficiam a cultura e a sociedade. Dentre as instituições selecionadas estão a National Portrait Gallery, de Londres, o Underground Museum, de Los Angeles, o Centre Pompidou, de Paris, e o GES-2, de Moscou.

      De acordo com a marca, esta é uma maneira de homenagear o papel de patrocinadora exercido por Gabrielle Coco Chanel enquanto esteve viva. Um dos exemplos de apoio dado pela couturier foi à Sagração da Primavera, apresentada pelo Balé Russo de Sergei Diaghilev, na década de 20.

      Stella McCartney apresenta suas primeiras roupas de Mylo, um couro feito de cogumelo

      Na semana passada a gente comentou aqui no Moda Brasil News que a Hermès promete lançar até o final do ano uma mala feita com um material à base de cogumelos. E também falamos que já havia outras marcas de moda trabalhando no desenvolvimento de produtos feitos com matérias-primas alternativas mais sustentáveis.

      Pois Stella McCartney saiu na frente e apresentou na última quarta-feira as primeiras roupas feitas com Mylo, o couro vegano desenvolvido pela empresa californiana Bolt Threads.

      Assim como o material usado na mala da Hermès, o Mylo também é feito a partir do micélio, aqueles filamentos bem fininhos que existem na base de fungos, como os cogumelos. O micélio é cultivado em laboratório e em questão de semanas vira uma espécie de manta, que depois é tratada para ficar com textura e aparência similares às do couro.

      Stella, que já havia criado uma bolsa à base de micélio, fez agora duas peças com o Mylo: um corpete e calças utilitárias, ambos na cor preta. Uma das primeiras pessoas a vestir as revolucionárias roupas de couro de cogumelo foi ninguém menos do que a cantora Paris Jackson, que posou pras fotos de divulgação de Stella McCartney.

      Curtiu o lançamento? Bom, a gente ainda vai ter que ter um pouco de paciência. As peças ainda não foram feitas para serem comercializadas, mas, como diz a grife em seu site, elas incorporam o potencial desse material de última geração e preparam o caminho para o que vem por aí. Segundo Stella McCartney: “Essas peças raras e exclusivas de Mylo incorporam o nosso compromisso compartilhado com a Bolt Threads de inovar uma indústria da moda mais amável — aquela que vê o nascimento de materiais lindos e luxuosos em oposição à morte de nossos semelhantes e do planeta”.

      Ralph & Russo entra com pedido de concordata

      E a crise econômica provocada pelos efeitos da Covid-19 no mundo causou mais uma baixa no mercado de luxo. Na quarta-feira, dia 17, a maison britânica Ralph and Russo anunciou que entrou com um pedido de concordata em um tribunal londrino.

      A ação não significa o fechamento da marca. Na prática, a medida protege a empresa de credores e a coloca sob novos administradores durante esse período de reorganização.

      Fundada em Londres em 2010, pelos australianos Tamara Ralph e Michael Russo, a Ralph and Russo conseguiu um feito em tanto com apenas quatro anos de existência. Em 2014, foi a primeira maison britânica em quase 100 anos a ser convidada para desfilar na semana de alta costura de Paris.

      A marca é também uma habituée dos tapetes vermelhos. Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Blake Lively são algumas das celebridades que já vestiram Ralph and Russo em eventos. Uma das criações mais comentadas da grife foi o vestido de tule com bordados dourados, usado por Meghan Markle em seu anúncio de noivado com o príncipe Harry.

      No comunicado em seu perfil no Instagram, a marca diz que essa difícil decisão foi tomada para que a empresa consiga reestruturar seus negócios, depois do baque na economia de varejo ocasionado pela pandemia. No comunicado oficial da marca: “É nossa intenção que o negócio continue a funcionar ao longo desse tempo e continuamos totalmente empenhados em apoiar a nossa clientela global incrivelmente leal e a nossa equipe maravilhosa, sem as quais nada disso teria sido possível. Com o seu apoio, continuamos cheios de esperança e otimismo para o futuro”.

      A Fenty Hair vem aí!

      E, ao que tudo indica, a Fenty Hair vem aí! Na última quinta-feira, a empresa de Rihanna entrou com um pedido pelo nome Fenty Hair no Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos. De acordo com o protocolo gerado na instituição, a marca reservada pela estrela poderá produzir xampus, itens para alisamento, produtos de cabelos ondulados, clareadores e colorantes, além de glitter para cabelos.

      No mês passado, o braço de ready to wear da Fenty, lançado junto com o grupo LVMH foi encerrado, mas todos os seus outros ramos, como o de beleza, o de skincare e o de lingerie seguem com toda pompa, investimentos e compradores assíduos. Para se ter uma ideia, a Fenty Skin ganhou mais de 7 milhões de dólares no ano passado, antes mesmo de ter sido lançada.

      As marcas de Rihanna, como a gente sempre lembra por aqui, acabaram por fixar no mercado novos padrões de democratização, o que fez da Fenty um dos maiores cases de diversidade da moda nos últimos anos. Logo, espera-se que Fenty Hair chacoalhe também o setor capilar no que se refere à diversidade.

      E isso acontece em um momento que o mercado para cabelos negros só cresce no Estados Unidos. De acordo com a revista estadunidense Essence, afro-americanos gastam em média US $1,2 trilhão em produtos de cabelo. Mas uma parcela mínima deste dinheiro todo, no entanto, vai para empresas que atendam especificamente o consumidor negro. Até agora, quem vem nadando de braçada neste mercado é a artista Tracee Ellis Ross, com sua marca Pattern, focada em fios curvos e crespos. Mas aparentemente uma concorrente, ou melhor, uma colega de setor vem aí: Riri.

      E uma vez que estamos na seara da beleza… Nesta semana, o nosso editor Pedro Camargo decidiu falar das unhas que estão bombando nos tapetes vermelhos virtuais, como o do Grammy. Conta mais Pe!

      “Nessa última semana teve o Grammy, a Beyoncé quebrando tudo, fantástica. Mas uma coisa que me chamou muito a atenção neste tapete vermelho em termos de beleza foram as unhas, as manicures de maneira geral. O que acontece é que neste último ano houve uma explosão desse formato mais amendoado, claro que todas as unhas artificiais continuam em alta, mas a princípio a grande aposta é a do formato amendoado. No entanto, o que a gente viu é que a maioria dessas meninas que optaram por unhões foram com o formato quadrado e foi interessante de ver. Teve na Lizzo, na Dua Lipa, na Billie Eilish. Todo mundo que usou unhão, usou desse jeito. E o mais interessante é que a unha Rosalia, Cardi B, super decorada, cheia de elementos, ficou de lado. As que apareceram são alongadas, mas relativamente básicas. É sempre um rosinha, um pêssego. A mais ousada foi a Billie que teve uma base rosé e estampou por sobre esta base as padronagens do vestido dela. Não teve muita loucura. Talvez o momento mais surrealista de unha tenha sido as luvas do vestido da Beyoncé, um Schiaparelli. Trata-se de um acessório, está no âmbito da moda, mas é isso o que mais aconteceu. Um beijinho per voi e vamo que vamo.”

      E a nossa editora de cultura Bruna Bitencourt separou duas dicas preciosas de livros pra você devorar nesse período de isolamento.

      “O assunto desta semana é literatura, com dois ótimos lançamentos de escritoras brasileiras. O primeiro é Vista chinesa, de Tatiana Salem Levy, que está longe de ser entretenimento. No livro, ela narra o estupro sofrido por sua melhor amiga em 2014, no Rio de Janeiro. Durante uma corrida pelo Alto da Boa Vista, a protagonista é ameaçada com um revólver e levada para a mata. Tatiana conta essa história entre idas e vindas ao episódio e pela biografia da protagonista, assim como o calvário que ela enfrenta como vítima dessa violência. A autora disse à Moda Brasil que acredita que o livro vai ajudar a abrir a discussão de o estupro ainda ser um tabu, pouco relatado, denunciado e muito associado à vergonha e culpa. Essa conversa com a Tatiana está no elle.com.br. Outro lançamento é Copo vazio, de Natália Timerman, também pela Todavia. No livro, a autora, que também é médica psiquiatra e mestre em psicologia, narra o rompimento de Mirela e Pedro, que se conhecem em um app de relacionamento, vivem uma história promissora até que ele some sem maiores explicações. O livro parte do reencontro inesperado do ex-casal, anos depois, em um corredor de supermercado e mistura de forma não linear o rompimento, os meses juntos, os sonhos de Mirela e mensagens de WhatsApp. Uma narrativa em que a autora nos faz sentir a dor da protagonista. Bom, tem bons livros para ler neste lockdown.”

      Este episódio usou trechos de Money Machine, de Gucci Mane; A Sagração da Primavera, de Stravinsky, pela Orquestra Sinfônica de Londres; Whip My Hair, de Willow Smith; Savage, de Megan Thee Stallion e Beyoncé; Say say say, de Paul McCartney e Michael Jackson.

      E nós ficamos por aqui. Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro.

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      Mudanças na Missoni e Bruna Marquezine na Moda Brasil https://modabrasil.webbfinanceiro.com/podcast/missoni-e-bruna-marquezine Mon, 24 May 2021 19:57:02 +0000 https://local.elle.com.br/sem-categoria/missoni-e-bruna-marquezine-2/

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      “Eu tive a minha satisfação, mas acredito que agora é hora de seguir com a minha própria vida. No momento, eu quero aproveitar para não ter mais que operar dentro de um calendário fixo e poder ir à praia, em setembro, ou esquiar, em fevereiro.” Foi com essas palavras que Angela Missoni se despediu, na semana passada, da direção criativa da marca fundada por seus pais. Este cargo foi ocupado por ela durante 24 anos.

      A mudança faz parte de uma reorganização na marca, mas não é uma despedida completa. A designer ainda seguirá como presidente da companhia. No entanto, quem entra em seu lugar assinando as próximas coleções é Alberto Caliri, designer que foi o “braço direito” de Angela nos últimos 12 anos. Pelo menos, por agora. Segundo a casa, o posto será ocupado por ele temporariamente, enquanto ainda não há outro nome confirmado.

      A primeira coleção de Alberto Caliri está prevista para acontecer na próxima temporada, a de verão 2022, no mês de setembro. A ideia é a de que Caliri consiga trazer para a marca uma nova clientela, para somar aos compradores mais fiéis que a grife tem há quase sessenta anos.

      Além disso, é esperado que com a mudança exista uma extensão na grade de produtos, com a possibilidade de itens mais acessíveis e contemporâneos.

      Essa mudança é a principal, mas não foi a única. Em março deste ano, Margherita Maccapani Missoni, filha de Angela Missoni, e neta dos fundadores, renunciou ao cargo de diretora criativa da linha M Missoni, o braço mais jovem da casa. Com a decisão, a M Missoni também foi pausada.

      Além disso, as trocas também colocam os filhos do falecido irmão de Angela Missoni, Vittorio Missoni, em novos papéis dentro da empresa. Giacomo é agora presidente e CEO da grife, enquanto que Ottavio, ex-presidente da Missoni USA, assume o recente departamento de sustentabilidade da marca.

      Essa reestruturação é um acordo entre o clã Missoni e a FSI, o fundo italiano que detém 41,2% da empresa, desde 2019. O objetivo dos donos e acionistas é tentar conter o impacto da pandemia de Covid-19 sobre a grife nos últimos meses. Houve, no ano passado, por exemplo, uma perda de 33% nas receitas em comparação com o ano de 2019.

      De acordo com o CEO da Missoni, Livio Proli, trata-se de dar vazão à continuidade. “Angela demonstra sensibilidade, coragem e visão com essa decisão que contribui para dar pontapé no terceiro ciclo da empresa, com uma nova injeção de energia e força criativa. Ela acompanhará a evolução da marca, mas entende que condicionaria a empresa se permanecesse como diretora criativa”, afirmou o CEO.

      Angela Missoni começou a trabalhar na marca de sua família na linha infantil da Missoni, seguida pelos setores de joalheria e de fragrâncias. Em 1991 ela chegou a abrir uma marca própria, a Team Angela Missoni. Mas, depois, voltou a trabalhar com a mãe, Rosita Missoni, que foi a fundadora da empresa no ano de 1953, ao lado do falecido marido, Ottavio Missoni — que era mais conhecido pelo apelido Tai.

      Ela estreou com uma coleção própria na Missoni em 1997. Dentre as contribuições que a designer trouxe estão a criação de uma identidade mais leve para a casa, trabalhando em cima dos grafismos icônicos, como os famosos ziguezagues, e usando de mais tecnologia para produzir peças mais delicadas e modernas de tricô e malharia.

      Agora, basta esperar para ver como a grife seguirá daqui em diante sob nova direção.

      Valentino vai parar de usar peles e encerrará a linha Red Valentino

      No dia 18.05, terça-feira, a Valentino anunciou que vai parar de usar peles de animais em suas roupas, a partir do ano que vem, e que encerrará a sua linha mais jovem e acessível, a Red Valentino, até o ano de 2024. O intuito é focar na linha principal de luxo.

      Trata-se de uma das mudanças mais importantes até agora feitas pelo CEO da Valentino, Jacopo Venturini, desde que ele entrou para a marca, no ano passado. Venturini ganhou fama de um guru do marketing, depois de sua atuação anterior como vice-presidente do setor de marketing na Gucci. Lá, ele foi um dos responsáveis por vários cases de sucesso.

      De acordo com Venturini: “Uma maison de alta-costura significa para nós criatividade, exclusividade e intimidade com mentalidade inclusiva. A decisão de seguir sem o uso de peles está completamente alinhada aos valores de nossa empresa. Estamos avançando a todo vapor na pesquisa de materiais alternativos, com o objetivo de se dar uma maior atenção ao meio ambiente nas próximas coleções da Valentino.”

      Lembrando aqui que muitas marcas passaram a se comprometer, nos últimos anos, a não usarem mais peles em suas coleções. Dentre elas, Michael Kors, Gucci, Burberry, Versace e Chanel.

      Já sobre a decisão de encerrar a linha Red Valentino, o CEO afirmou que há um excesso de produtos para os clientes atualmente. E, que, neste cenário, a concentração de esforços em uma só marca facilita o crescimento orgânico da empresa. A Red Valentino foi lançada em 2003, e está prevista para ser encerrada na temporada de inverno 2023, quando completará 20 anos.

      Bruna Marquezine é a capa do Volume 4, da Moda Brasil

      Tem revista Moda Brasil nova este mês! Na sexta-feira passada, foi lançado o nosso aguardado Volume 4. Dessa vez, a gente não tem várias capas diferentes como nas outras edições, é uma capa só. Quer dizer, na verdade, é uma capa 3 em 1.

      A gente explica: a atriz Bruna Marquezine aparece com três looks diferentes, incluindo um icônico look Schiaparelli da temporada de alta-costura, e essas imagens se alternam de acordo com o ângulo em que você vê a revista. Elas se fundem e mudam, passando um efeito de metamorfose — que é justamente o tema desta edição.

      E essa é só a capa. Dentro da Moda Brasil, você vai poder conferir o ensaio da Bruna Marquezine, clicado por Nicole Heiniger, e uma superentrevista que ela deu para a jornalista Angélica Santa Cruz. Nessa conversa, ela fala sobre as transformações que passou ao longo desses anos, sobre como enfrentou um distúrbio alimentar e ainda sobre o relacionamento com o empresário Enzo Celulari.

      E, claro, o Volume 4 tem páginas e páginas de muita moda, com editoriais incríveis fotografados por Gleeson Paulino, os MAR+VIN e Paulo Vainer.

      A Moda Brasil já está nas bancas. Você também pode fazer a sua assinatura ou comprar o seu exemplar avulso pelo nosso site elle.com.br e pela lojinha do nosso perfil no instagram. Aliás, a Moda Brasil é a primeira revista no Brasil a ter uma lojinha própria no Instagram e, por lá, dá pra comprar a edição mesmo se você morar fora do país, porque a nossa entrega é mundial, olha que chique.

      Detalhes do retorno da Balenciaga à alta-costura

      Na semana passada, a gente contou aqui que a próxima temporada de alta-costura em Paris, marcada para o início de julho, vai ter apresentações físicas. E que uma das grandes atrações vai ser a volta da Balenciaga ao evento depois de 53 anos.

      Agora, a gente tem mais alguns detalhes dessa apresentação. Dessa vez, no lugar de cenários futurísticos e tecnológicos como exibiu nas últimas coleções, o diretor criativo Demna Gvasalia optou por um caminho completamente oposto. A apresentação vai ser realizada na histórica construção da Balenciaga, no número 10 da Avenida Georges V, em Paris.

      É nesse endereço, que por sinal batizou um dos perfumes da grife, que funcionou o ateliê de alta-costura do fundador da marca, Cristóbal Balenciaga.

      Até hoje, a grife tem uma loja nesse ponto, mas o segundo andar da edificação estava desativado há meio século. Para o desfile, ele não só vai ser reativado como vai passar por uma restauração completa para reproduzir o ateliê original de Cristóbal Balenciaga.

      Além de marcar o retorno da grife à semana mais exclusiva da moda, essa também é a estreia de Demna Gvasalia na temporada de alta-costura com a grife. Isso era para ter acontecido no ano passado, mas, por causa da pandemia, a marca decidiu adiar para 2021. Por essas e outras, a apresentação da Balenciaga, que vai incluir looks masculinos, já é uma das mais aguardadas da próxima temporada.

      Já na London Fashion Week!

      A London Fashion Week divulgou na semana passada as datas da próxima edição. O evento vai ser realizado entre os dias 12 e 14 de junho e será majoritariamente digital, com algumas poucas ativações físicas, seguindo as recomendações de segurança sanitária das autoridades locais.

      Entre os nomes anunciados no line-up provisório estão os das designers Ahluwalia e Bethany Williams, que acabou de ser premiada pelo British Fashion Council, além de Jordan Luca, Dilara Findikoglu e Marques Almeida.

      E, pela primeira vez, uma grande semana de moda internacional vai apresentar uma coleção que só existe digitalmente. Trata-se da coleção Biomimicry, da marca londrina Auroboros. O público vai ver uma modelo real, vestindo looks virtuais, que vão se transformando em tempo real.

      Arezzo registra aumento de 310,7%

      A Arezzo compartilhou os seus resultados de 2021 até agora, com direito a muito otimismo. A empresa registrou um aumento de 310,7% de seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o registrado no mesmo período do ano passado. O grupo foi de 7,2 milhões de reais, em 2020, para 29,6 milhões de reais em 2021.

      Outro destaque positivo apareceu também nas operações do e-commerce da companhia, que seguem em ascensão. Foram 158,9 milhões de reais de receita bruta no primeiro trimestre, o que representa 148,9% a mais que o mesmo período em 2020. O canal online da companhia hoje representa 27,7% de toda a sua receita.

      Fazem parte do Grupo Arezzo as marcas de calçados Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans. Fora isso, o grupo também opera o marketplace ZZ Mall, a plataforma de revenda Troc e, desde o final do ano passado, incorporou as marcas de lifestyle AR & Co, que inclui a Reserva com o seu portfólio de marcas.

      De acordo com a Arezzo & Co, justamente a fusão com a AR & Co foi a grande responsável em impactar positivamente a receita e o crescimento de vendas neste último semestre.

      Osklen convida: seja um Amazon Guardian

      Não é de hoje que a gente fala por aqui, no podcast, sobre a situação da região amazônica, que só de sua parte brasileira já teve 20% do território desmatado, nos últimos 40 anos. O desmatamento, inclusive, atingiu o seu pico máximo, no ano passado, quando bateu o maior número em 12 anos. Os dados são do ISA, o Instituto Socioambiental.

      Lembrando que esta é a maior floresta tropical do mundo, que mais absorve carbono e que tem mais de 400 bilhões de árvores, representando cerca de 10% das espécies de todo o planeta. E, por isso, a Osklen convida: não é preciso estar na floresta para ser um guardião dela.

      Por meio do Instituto-E, a marca lança hoje o Manifesto Amazon Guardians. Em formato de vídeo, ele conta com a participação de ativistas e moradores de comunidades que estão em regiões amazônicas, com as quais a organização e a Osklen mantêm projetos por meio de uma parceria permanente.

      O intuito do manifesto é o de engajar individualmente e coletivamente ações de preservação de um dos maiores biomas do mundo. A ação propõe uma mudança no pensamento da sociedade, de forma que a gente possa assumir e cuidar dos nossos impactos como um ato de cidadania.

      Desde que foi lançada, em 1989, a Osklen tem em seu DNA o vínculo forte com a natureza. Mas foi em 1998 que a marca, fundada por Oskar Metsavaht, firmou os princípios de sustentabilidade em sua cadeia de produção. Da incorporação do algodão orgânico em suas peças ao uso do couro de pirarucu na confecção de acessórios, a etiqueta e o Instituto-E, fundado em 2006, encabeça o mapeamento e o desenvolvimento de matérias-primas de menor impacto no país, que poderão ser usadas pela indústria têxtil.

      O látex amazônico, por exemplo, encontrado nas solas dos tênis Osklen AG, é um case disso. Em parceria com a rede Origens Brasil, entidade que conecta empresas com cadeias produtivas localizadas em Territórios de Diversidade Socioambiental amazônicos, é gerado um fortalecimento econômico da comunidade local, além do encorajamento de que essa população permaneça em sua região e não se renda a atividades ilegais para a sua subsistência, como da indústria madeireira e de mineração.

      Todo esse pensamento é parte de uma filosofia chamada ASAP, praticada pela Osklen, principalmente nesses últimos 20 anos. ASAP é o acrônimo para As Sustainable as Possible, As Soon As Possible. Ou O Mais Sustentável Possível, O Mais Breve Possível, em português.

      Dessa vez, a filosofia é aplicada no Manifesto Amazon Guardians, com o chamado para que você seja também um guardião da floresta. E quem explica melhor esse conceito é Oskar Metsavaht, fundador e diretor de criação e estilo da Osklen, além de Embaixador para Cultura da Paz e da Sustentabilidade, na Unesco:

      “Porque eu sou virei um Amazon Guardian e conheci os Amazon Guardian, os guardiões da floresta amazônica. Você não precisa ser um indígena, um povo da floresta, para ser um guardião da Amazônia. Se a gente quer realmente proteger a floresta, se ela é tão importante para nós brasileiros, para o planeta, a gente tem que ser. E é possível ser com as nossas próprias profissões e atitudes, com os nossos hábitos, os nossos consumos, escolhendo produtos que sejam da biodiversidade amazônica, que gerem um impacto social e econômico para os povos da floresta e não gerem impacto ambiental para a floresta e toda a sua biodiversidade. Nesse momento é sobre transformar o nosso consumo em um consumo com propósito.”

      Do rosa millennial ao verde gen-z

      Agora sim! O nosso momentinho de beleza. Se o rosa acinzentado virou um símbolo dos millennials, e até ganhou o nome de rosa millennial e foi parar em todos os perfis do Pinterest, agora, parece que o verde, bem fluorescente e rebelde, veio para marcar a identidade da Geração Z. E quem conta essa novidade é o nosso editor de beleza, Pedro Camargo. Explica essa história para a gente, Pedro!

      “Pois, é, gente! Olha só que loucura. Mas eu fico pensando também: alguém ainda aguentava aquele rosa millennial? Eu já estava muito enjoado. Naquela época que a Glossier bombou bastante parece que tudo era rosa millennial no mundo. Então eu fiquei muito feliz com a vinda do verde gen-z e acho muito interessante o que ele representa. Nessa matéria que eu escrevi junto com a minha parceira, Isabela Yu, na Moda Brasil desse mês. A gente conta um pouco como rolou essa transição. Mas, em poucas palavras, a subversão velada que o rosa millennial trazia de uma ideia de recontextualizar o que significa o feminino, o verde gen-z vem com o intuito de radicalizar isso, de mostrar que essas noções e padrões de beleza, gênero, comportamento estão para ser brutalmente questionadas. E essa nova geração então vem bem sem dó nesse sentido, o que é muito bom. Eu acho que isso traz resultados na beleza que são muito legais. O verde não é exatamente uma cor tradicional na beleza. Tem muita gente que não gosta e não consegue se ver usando. Mas é uma nova possibilidade de beleza que se abre pra gente em um mundo que está desesperadamente precisando de novas possibilidades de beleza que sejam mais plurais, mais diversas, mais divertidas, mais modernas e mais corajosas. É isso! O que vocês acham? Gostaram desse verde? Eu achei um bafo.”

      E, para finalizar o episódio de hoje, a nossa dica cultural da semana, apresentada por C6 Bank & Mastercard. Dessa vez, nossa editora de cultura, Bruna Bittencourt, vai de clássico: What ‘s Going On, de Marvin Gaye. O álbum está completando cinquenta anos, mas está cheio de motivos para não sair nunca de nossas playlists. Conta mais, Bruna!

      “What’s going on, disco de Marvin Gaye, considerado um dos melhores álbuns de soul de todos os tempos, completou 50 anos na sexta-feira passada e com um forte diálogo com os tempos atuais. Em setembro passado, o disco passou a ocupar a primeira posição da lista de “500 melhores álbuns de todos os tempos”, da Rolling Stone, atualizada pela publicação, desbancando os Beatles e seu Sgt. Pepper ‘s lonely hearts club band. Em uma época em que os grandes sucessos da soul music eram canções românticas, Marvin Gaye tratou de temas como ecologia, desigualdade social, Guerra do Vietnã e abuso policial. Não à toa, o álbum foi muito lembrado entre os protestos pela morte de George Floyd, no ano passado. A repórter Ísis Vergílio ouviu as cantoras Liniker e Larissa Luz, além do produtor musical Daniel Ganjaman, sobre a importância do disco. Ele falou sobre como Marvin Gaye tratou de temas tão importantes com uma musicalidade tão sofisticada, e Larissa lembrou de Nina Simone, que dizia que o artista precisa refletir seu tempo, o que Marvin Gaye fez brilhantemente. A matéria sobre o álbum está no site da Moda Brasil, clica lá.”

      Este episódio usou trechos das apresentações de inverno 2021 da Missoni da alta-costura de verão 2021 da Valentino, além de trechos das músicas Changes, de David Bowie; Le Temps est Bon, de Isabelle Pierre; London Calling, do The Clash; e My Future, de Billie Eilish.

      E nós ficamos por aqui. Eu sou Patricia Oyama. E eu sou o Gabriel Monteiro.

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